08 de outubro de 2026
PREVENÇÃO

Avanço do sarampo aumenta alerta para vacinação no Brasil

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Paulo Pinto/Agência Brasil
Ministério da Saúde reforça a vacinação e a vigilância diante do avanço do sarampo nas Américas e alerta para o risco de reintrodução da doença no Brasil.

Com o avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde reforçou o alerta para o risco de reintrodução do vírus no Brasil. Atualmente, o país permanece livre da circulação endêmica da doença, mas registra casos importados e mantém ações de vacinação e vigilância para evitar a transmissão sustentada.

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Estados Unidos registram aumento de casos

Os Estados Unidos registram, em 2026, o maior número anual de casos de sarampo em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos casos são de pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também alerta para a circulação do vírus em outros países das Américas. Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados na região em 2026.

Brasil tem casos importados

No Brasil, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados de sarampo em 2026. São Paulo concentra 41 ocorrências, enquanto o Amazonas tem dez e o Rio de Janeiro, uma.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde informa que o país continua livre da circulação endêmica do sarampo. As equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal para impedir a disseminação do vírus.

Brasil recuperou certificação de eliminação

Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o Brasil registrou mais de 20 mil casos de sarampo e perdeu a certificação de eliminação da doença após mais de 12 meses de transmissão.

Em novembro de 2024, o país recebeu novamente da OPAS a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada.

Desde 2023, o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral chegou a 93,10% no Brasil.

Vacinação é principal forma de prevenção

Neste ano, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

As ações incluem busca ativa de pessoas não vacinadas, investigação de casos suspeitos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também é reforçada em áreas de fronteira e locais de maior circulação de pessoas.

O Ministério da Saúde reforça que a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que pessoas com doses em atraso devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta.

Dose zero

Entre as estratégias adotadas está a chamada “dose zero”, indicada para bebês de 6 meses a menores de 1 ano em situações específicas. Ela recebe esse nome porque não substitui as doses previstas no calendário de rotina.

Após a dose zero, a criança deve seguir o esquema vacinal de rotina a partir dos 12 meses de idade, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações.

A manutenção de altas coberturas vacinais e da vigilância é considerada fundamental para impedir que casos importados provoquem novamente a circulação sustentada do vírus no país.