O Campeonato Brasileiro retorna nesta quarta-feira (7) com uma mudança visível nos uniformes dos clubes. Após a entrada em vigor da Medida Provisória (MP) nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, as equipes estão proibidas de exibir marcas de casas de apostas em seus uniformes e propriedades de publicidade.
O prazo para a retirada das marcas terminou na terça-feira (6). Dos 20 clubes que disputam a Série A, 14 mantinham contratos de patrocínio com empresas de apostas e precisaram adaptar os uniformes para a sequência da temporada.
Entre os clubes afetados estão Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Remo, Santos, São Paulo, Vitória e Vasco. As equipes que não tinham patrocínio de bets no período são Bahia, Mirassol, Athletico-PR, RB Bragantino, Internacional e Coritiba.
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ESPAÇOS VAZIOS
Com a retirada das marcas, alguns clubes passaram a utilizar os espaços anteriormente destinados às casas de apostas para divulgar outras propriedades. O Vasco, por exemplo, colocou o programa de sócio-torcedor Sócio Gigante no espaço publicitário.
Outras equipes ainda negociam novos acordos ou patrocínios pontuais para ocupar os espaços nas camisas. Como a mudança ocorreu de forma rápida, diversos clubes disputarão a 29ª rodada do Brasileirão sem patrocinador máster.
A medida também afeta a Copa do Brasil e a publicidade relacionada às competições. As marcas de apostas não poderão ser exibidas durante as partidas nem utilizadas nas ações de divulgação dos clubes e torneios.
IMPACTO FINANCEIRO
A saída das casas de apostas representa um impacto importante para os clubes da Série A, que nos últimos anos passaram a contar com essas empresas entre os principais anunciantes do futebol brasileiro. Segundo levantamento citado pela imprensa, os patrocínios de bets movimentaram cerca de R$ 1,03 bilhão para clubes da primeira divisão em 2025.
Com a nova regra, as equipes precisam buscar outras fontes de receita para substituir os contratos suspensos ou encerrados. Alguns clubes também avaliam acordos de curta duração enquanto o cenário regulatório permanece em definição.
MEDIDA AINDA SERÁ ANALISADA
A MP nº 1.394/2026 está em tramitação no Congresso Nacional. O texto precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro do prazo previsto para que a medida tenha validade definitiva. Atualmente, a matéria está em fase de tramitação e tem prazo de deliberação até 23 de novembro de 2026.
Enquanto o Congresso não conclui a análise, os clubes seguem adaptando uniformes e estratégias comerciais para cumprir as novas regras e manter as receitas de patrocínio na reta final da temporada.