04 de outubro de 2026
INSS EM ALERTA

Servidores do INSS decidem sobre possível greve em outubro

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Servidores do INSS decidem em 9 de outubro sobre uma possível greve. Caso aprovada, a paralisação poderá afetar a análise de aposentadorias, BPC, pensões e outros benefícios.

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão mobilizados e devem decidir nos próximos dias se vão deflagrar uma nova greve. A paralisação ainda não começou. A categoria aprovou um indicativo de greve e mantém o movimento enquanto cobra avanços em reivindicações relacionadas à carreira dos técnicos e analistas do Seguro Social.

A decisão sobre a paralisação está prevista para 9 de outubro de 2026, durante uma Assembleia Geral Extraordinária virtual organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP-BR). Técnicos e analistas do INSS, filiados ou não ao sindicato, poderão participar da votação.

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O que motivou a mobilização?

Entre as principais reivindicações está o andamento do decreto que trata das atribuições dos servidores da Carreira do Seguro Social. Segundo o SINSSP-BR, a categoria cobra uma definição sobre o tema e aponta preocupação com o futuro das funções de técnicos e analistas do Instituto.

O sindicato afirma que o assunto vem sendo discutido há meses entre representantes dos servidores e órgãos do governo. A possibilidade de greve passou a ser considerada como forma de pressionar por avanços nas negociações.

Quais benefícios podem ser afetados?

Caso a paralisação seja aprovada e tenha adesão significativa, os principais impactos podem ocorrer na análise de processos que dependem da atuação dos servidores.

Entre os pedidos que podem enfrentar demora estão aposentadorias, Benefício de Prestação Continuada (BPC), pensões, revisões, recursos e outros requerimentos administrativos.

Isso ocorre porque, mesmo com parte dos procedimentos digitalizados e automatizados, determinados processos ainda precisam da análise de servidores para conferência de documentos, vínculos de trabalho, contribuições e outras informações.

Fila ainda tem 1,8 milhão de pedidos

A possibilidade de uma nova paralisação ocorre enquanto o INSS ainda possui uma fila expressiva de requerimentos.

Segundo dados divulgados pelo próprio Instituto, a fila fechou junho de 2026 com 1,8 milhão de pedidos, o menor patamar em 21 meses. Desse total, 825 mil requerimentos aguardavam há menos de 45 dias, enquanto 555 mil estavam há mais de 45 dias esperando análise. Outros 451 mil dependiam de alguma providência do próprio segurado, como o envio de documentos.

O INSS informou ainda que o tempo médio para concluir os requerimentos estava em cerca de 50 dias e que o órgão vinha concedendo, em média, 700 mil benefícios por mês.

Quem já recebe benefício terá o pagamento suspenso?

Uma eventual greve não significa suspensão automática dos pagamentos de aposentadorias, pensões, BPC ou outros benefícios que já foram concedidos e estão sendo pagos normalmente.

O principal risco está relacionado aos processos que ainda aguardam análise, decisão, revisão ou alguma providência administrativa.

E as perícias médicas?

A possível greve dos servidores administrativos não significa, automaticamente, a paralisação das perícias médicas.

Os peritos médicos federais pertencem a uma carreira diferente dos técnicos e analistas do INSS. Portanto, uma eventual mobilização desses servidores não determina, por si só, a interrupção das perícias.

No entanto, alguns processos que envolvem avaliação médica também possuem etapas administrativas que podem sofrer reflexos caso haja redução da força de trabalho do Instituto.

Serviços digitais continuam disponíveis

Enquanto não houver uma decisão pela paralisação, os serviços do INSS seguem funcionando normalmente.

Os segurados podem utilizar o Meu INSS, pelo aplicativo ou site, para solicitar benefícios, consultar pedidos, verificar pendências e acompanhar processos. A Central 135 também permanece como canal de atendimento.

Mesmo em caso de greve, o protocolo de novos pedidos pelos canais digitais pode continuar disponível. O possível impacto está principalmente no tempo de análise desses requerimentos.

Greve de 2024

A possibilidade de uma nova paralisação também chama atenção devido aos efeitos da greve realizada por servidores do INSS em 2024.

Naquele movimento, houve determinação judicial para que pelo menos 85% das equipes de cada unidade permanecessem trabalhando. A medida buscava garantir a continuidade de serviços considerados essenciais.

A decisão, porém, estava relacionada à paralisação de 2024 e não significa que o mesmo percentual será automaticamente aplicado a uma eventual greve em 2026.

Decisão ainda não foi tomada

Até o momento, portanto, não há uma nova greve nacional do INSS oficialmente iniciada. O que existe é um indicativo de paralisação e uma mobilização da categoria.

A definição deverá ocorrer na assembleia marcada para 9 de outubro. Caso a greve seja aprovada, novas informações deverão indicar a data de início e como os serviços serão afetados.

Para os segurados, a orientação é acompanhar os canais oficiais do INSS e verificar regularmente o andamento de pedidos e possíveis exigências pelo Meu INSS.