Uma aposentada de Piracicaba recebeu uma conta de água no valor de R$ 470.762,59, quantia muito superior às despesas habituais da residência. O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) reconheceu que a cobrança estava incorreta, identificou uma falha no hidrômetro do imóvel e informou que a fatura foi corrigida para R$ 70,51.
Eliana Aparecida Lopes mora com o marido no bairro Jardim Abaeté. Segundo ela, as contas de água da residência costumam variar entre R$ 100 e R$ 150. A surpresa veio com a fatura com vencimento em outubro, que apresentou uma cobrança próxima de meio milhão de reais.
O valor inesperado causou indignação e preocupação. Além do susto com a quantia registrada na conta, o episódio levantou questionamentos sobre a possibilidade de outros consumidores enfrentarem problemas semelhantes, principalmente pessoas em situação de maior vulnerabilidade financeira.
A diferença entre o valor cobrado inicialmente e o montante corrigido chamou a atenção. A fatura original ultrapassava R$ 470 mil, enquanto a conta revisada ficou em R$ 70,51, valor correspondente à cobrança mínima aplicada após a identificação do problema.
O Semae confirmou que o valor apresentado inicialmente não correspondia à cobrança correta e que a falha estava relacionada ao hidrômetro da residência. O equipamento é responsável por registrar o volume de água consumido no imóvel, e uma irregularidade em seu funcionamento pode interferir na medição e, consequentemente, no cálculo da fatura.
Segundo as informações divulgadas pela autarquia, o problema foi corrigido na segunda-feira (28). Após a revisão, a conta foi reajustada para R$ 70,51, substituindo o valor de R$ 470.762,59 que havia sido inicialmente apresentado à moradora.
A correção reduziu a cobrança em mais de R$ 470 mil e restabeleceu um valor compatível com a tarifa mínima informada para a fatura. O caso evidencia a importância da verificação de possíveis inconsistências nos sistemas de medição e faturamento dos serviços públicos.
VEJA MAIS:
Contas de água com valores muito diferentes do padrão de consumo podem estar relacionadas a vazamentos, alterações no consumo registrado, problemas no hidrômetro ou falhas no processamento da cobrança. Por isso, é importante que os consumidores confiram as informações da fatura e procurem o serviço responsável ao identificar alguma irregularidade.
No caso de Eliana, a diferença entre o valor habitual, de aproximadamente R$ 100 a R$ 150, e a cobrança inicial de R$ 470 mil evidenciou a dimensão do erro. Após o reconhecimento da falha e a correção realizada pelo Semae, o valor foi reduzido para R$ 70,51.
O episódio também reforça a importância de mecanismos de atendimento capazes de identificar e corrigir cobranças indevidas, evitando que erros de medição ou faturamento provoquem transtornos aos moradores.