29 de setembro de 2026
DEBATE NACIONAL

Fim das bets: Senado abre consulta para população votar

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Apesar de permitir que os cidadãos expressem sua posição, a consulta pública tem caráter participativo e não funciona como um plebiscito vinculante.

O futuro das plataformas de apostas on-line no Brasil entrou em debate no Senado Federal. Uma consulta pública permite que os cidadãos manifestem apoio ou rejeição à Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que determina a proibição das chamadas bets no país. A votação é realizada pela internet, por meio do portal e-Cidadania, e está aberta à participação de pessoas com conta Gov.br.

A medida provisória foi publicada pelo governo federal em 25 de setembro e prevê o encerramento das operações de apostas de quota fixa, incluindo plataformas de apostas esportivas e jogos on-line. O texto também estabelece restrições à publicidade e ao patrocínio dessas atividades.

A consulta permite que os participantes escolham entre as opções “Sim” e “Não” para indicar sua posição sobre a proposta. O resultado, porém, não obriga os senadores a votar de acordo com a preferência da maioria dos participantes e não representa, necessariamente, a opinião de toda a população brasileira.

Como participar da consulta pública sobre as bets

A votação é feita no portal e-Cidadania, ferramenta do Senado criada para ampliar a participação da sociedade nas discussões legislativas.

Para registrar uma opinião, o interessado deve seguir estes passos:

Cada participante pode votar uma única vez na consulta referente à matéria. Conforme as orientações apresentadas no texto original, a opção não pode ser alterada ou excluída depois da confirmação.

A consulta permanece disponível enquanto a matéria estiver em tramitação no Senado, sem uma data específica de encerramento informada no conteúdo de referência.


VEJA MAIS:



O que prevê a medida provisória?

A MP 1.394/2026 estabelece a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A regra também alcança empresas sediadas no exterior que oferecem esse tipo de serviço a pessoas localizadas no país.

O texto determina o encerramento das autorizações existentes e estabelece medidas para interromper as operações das plataformas. Entre os prazos previstos estão a retirada dos saldos pelos apostadores até 5 de outubro e a indisponibilidade dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro.

A medida também estabelece regras para a devolução de valores aos usuários e prevê restrições às transações financeiras relacionadas às apostas, além de proibir ações publicitárias e patrocínios vinculados à atividade.

A publicação da MP colocou as determinações em vigor, mas sua continuidade depende da análise do Congresso Nacional. O prazo de tramitação pode chegar a 120 dias, período em que deputados e senadores deverão avaliar o texto.

Resultado não define decisão dos senadores

Apesar de permitir que os cidadãos expressem sua posição, a consulta pública tem caráter participativo e não funciona como um plebiscito vinculante.

As manifestações servem para informar os parlamentares sobre as opiniões registradas no portal e podem contribuir para o debate legislativo. A decisão sobre a aprovação ou rejeição da medida continua sendo responsabilidade do Congresso Nacional.

Também é importante diferenciar o total de votos registrados na plataforma de uma pesquisa de opinião. Como a participação é voluntária e não utiliza uma amostra representativa da população brasileira, o resultado não pode ser interpretado como um retrato estatístico da opinião de todos os brasileiros.

Setor de apostas pode contestar a proibição

A medida também provocou reação de empresas e entidades ligadas ao mercado de apostas, que, segundo o texto original, pretendem recorrer à Justiça para tentar suspender seus efeitos.

Enquanto a proposta segue em tramitação, a consulta pública oferece aos cidadãos um canal para registrar sua posição sobre a proibição das bets. O resultado poderá ser acompanhado no portal do Senado, mas não substitui a análise legislativa nem determina o desfecho da votação no Congresso.