28 de setembro de 2026
DESENVOLVIMENTO

Oji Papéis completa 15 anos com expansão e tecnologia

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Unidade de Piracicaba passou por modernização, recebeu investimentos de cerca de R$ 550 milhões e ampliou a produção e a atuação da empresa em mercados internacionais.

A Oji Papéis Especiais completa 15 anos de atuação no Brasil em 2026, marcada por investimentos em tecnologia, modernização da unidade de Piracicaba e expansão para novos mercados. A fábrica de Monte Alegre, cuja história começou em 1953, passou por diferentes fases até ser adquirida, em 2011, pela japonesa Oji Holdings Corporation.

Desde então, a unidade passou por uma transformação na estrutura produtiva, nos processos e no portfólio de produtos. Um dos principais marcos foi o Projeto OJI 21, considerado o maior investimento realizado pela companhia na fábrica brasileira.

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Investimento de R$ 550 milhões

Anunciado em 2019, o projeto recebeu aproximadamente R$ 550 milhões em investimentos. Entre as ações realizadas estão a implantação do novo coater PC4, a modernização da máquina P2 e melhorias na área de acabamento.

Com as mudanças, a capacidade de produção de papel térmico passou de aproximadamente 80 mil para 150 mil toneladas por ano.

Segundo o presidente da Oji Papéis, Agostinho Monsserrocco, o projeto foi um dos principais responsáveis pela transformação da unidade.

“O OJI 21 colocou a empresa em um patamar de competição muito melhor, com uma máquina extremamente competitiva e atualizada. Isso nos permitiu ampliar o olhar para outros mercados. Antes, éramos muito focados no mercado brasileiro.”

Fábrica passa por modernização

A modernização também alterou os processos de produção da unidade. De acordo com o diretor de produção, André Rocha, a empresa passou por mudanças significativas na área industrial.

“Mudamos praticamente tudo em produção. Foram diversos investimentos que culminaram com o OJI 21, o maior deles. Hoje temos uma produção muito mais automatizada e um olhar muito grande para a competitividade.”

Rocha também destaca a evolução tecnológica alcançada pela fábrica. “Temos hoje tecnologia de estado da arte em equipamentos e processos. Isso nos coloca em uma posição muito competitiva, inclusive diante dos asiáticos.”

Além das mudanças industriais, a companhia também trabalhou na evolução dos processos internos e na construção de uma cultura organizacional com valores e competências definidos.

“Hoje temos mais clareza sobre nossos valores, nossas competências e o que a empresa espera de cada colaborador. É esse conjunto de pessoas, comportamento e tecnologia que nos torna mais competitivos”, explica André.

Exportações ganham espaço

A expansão da capacidade produtiva também contribuiu para a ampliação da atuação internacional. Segundo o diretor comercial, Thiago Matos, a empresa desenvolveu uma estrutura para atender novos mercados fora do país.

“Construímos esse know-how ao longo desse tempo: qualidade do produto, vendas, logística e desenvolvimento de produtos adequados aos diferentes mercados.”

Atualmente, quase metade da produção da unidade de Piracicaba é destinada à exportação, com presença em mercados da América Latina, Canadá, Europa e África.

Segundo Thiago, o crescimento da atuação internacional foi acompanhado pelo desenvolvimento de novos produtos e pela estruturação da operação.

“O aumento do faturamento foi alavancado pela capacidade produtiva e pelo desenvolvimento de novos mercados. Mas o caminho passa por qualidade, produtos adequados, pessoas e estrutura. Construímos esse know-how de empresa exportadora ao longo desses anos.”

Novos produtos ampliam atuação

A ampliação da capacidade produtiva também abriu espaço para a diversificação do portfólio. Entre as novas soluções está o Policoat, papel com barreira destinado a aplicações em embalagens.

Apesar da diversificação, os papéis térmicos continuam sendo uma das principais especialidades da companhia. “Não está nos planos da empresa abrir mão dos papéis térmicos. Essa continua sendo nossa especialidade. Mas, em paralelo, teremos novos produtos”, afirma Thiago.

Próximos anos devem trazer novos desafios

Para a direção da empresa, os investimentos realizados nos últimos anos criaram uma estrutura para sustentar uma nova fase de desenvolvimento.

“Construímos os alicerces para os próximos 15 anos. Temos estrutura, mas só isso não garante o sucesso dos próximos 15 anos. O mercado muda rápido demais. Precisamos nos comprometer com a inovação e nos dedicar arduamente para alcançarmos um futuro promissor”, afirma Thiago.

O presidente Agostinho Monsserrocco também destaca a transformação da empresa desde a chegada da Oji Holdings ao Brasil.

“Enxergo a Oji mais diversa, com tecnologia de ponta e um olhar para outras possibilidades. O que construímos nesses 15 anos nos dá condições de olhar para frente de uma maneira diferente. Hoje temos uma estrutura, uma tecnologia e uma capacidade que nos permitem pensar além do que fazíamos no passado. E, ao mesmo tempo, contamos com um apoio muito grande da Oji Holdings, fundamental para que pudéssemos avançar.”

Para André Rocha, a capacidade de adaptação será importante para os próximos anos. “O futuro será de muitos desafios. Precisamos estar abertos a este mercado e a outros potenciais. Precisamos olhar para novos negócios, novas possibilidades e entender o que o mundo está demandando.”

Uma história construída por pessoas

A transformação da Oji Papéis também é marcada pela trajetória dos profissionais que acompanharam diferentes fases da indústria. Agostinho Monsserrocco, Thiago Matos e André Rocha fazem parte desse processo e acompanharam as mudanças da companhia e da unidade de Piracicaba.

Ao completar 15 anos no Brasil, a Oji Papéis chega a um novo momento de sua trajetória. O Projeto OJI 21 modificou a estrutura da fábrica, a expansão dos mercados ampliou a dimensão do negócio, a tecnologia transformou os processos de produção e a evolução cultural acompanhou essas mudanças.

Agora, esses elementos formam a base para o próximo capítulo da empresa em Piracicaba.