A economia da Argentina cresceu 2% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 1,6% entre abril e junho.
Apesar do crescimento na comparação anual, o Produto Interno Bruto (PIB) argentino apresentou retração de 0,6% em relação ao primeiro trimestre de 2026, considerando os dados com ajuste sazonal. Foi a primeira queda trimestral após uma expansão de 0,7% registrada entre janeiro e março.
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Pesca, mineração e agro puxam resultado
Entre os setores que mais contribuíram para o crescimento na comparação com o segundo trimestre de 2025 está a atividade pesqueira, que avançou 45%. A mineração e a extração em pedreiras tiveram alta de 16%, enquanto agricultura, pecuária, caça e silvicultura cresceram 7%.
As exportações de bens e serviços também tiveram participação importante no desempenho, com crescimento de 14% na comparação anual. No sentido contrário, as importações recuaram 9%.
Indústria de transformação registra queda
O setor manufatureiro apresentou um dos principais resultados negativos no período. A atividade teve retração de 2% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Na comparação entre os dois primeiros trimestres de 2026, outros componentes da economia também perderam força. Dados do Indec apontam queda no consumo privado, no consumo público e nos investimentos, enquanto as exportações avançaram.
Primeiro semestre acumula alta
Mesmo com a retração trimestral, a economia argentina acumulou crescimento de 2,2% no primeiro semestre de 2026, na comparação com os seis primeiros meses de 2025. O indicador de tendência-ciclo, que busca mostrar o comportamento mais persistente da atividade econômica, apresentou alta de 0,8% no segundo trimestre.
Os números divulgados pelo Indec mostram, portanto, dois movimentos distintos: crescimento da economia na comparação com o ano anterior, mas perda de ritmo quando considerados os três meses imediatamente anteriores.