18 de setembro de 2026
SAÚDE

Procedimento raro garante segurança de gestante e bebê; VEJA

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Unimed Piracicaba
Procedimento realizado no Hospital Unimed Piracicaba envolveu mais de 15 profissionais e foi planejado para reduzir os riscos de hemorragia durante o parto de uma gestante com acretismo placentário.

O Hospital Unimed Piracicaba realizou um procedimento raro e de alta complexidade para garantir a segurança de uma gestante de 33 anos e de seu bebê. Beneficiária da Unimed Limeira e em sua segunda gravidez, a paciente deu à luz um menino saudável, com 37 semanas de gestação, em uma cirurgia que reuniu mais de 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O caso envolvia acretismo placentário, condição em que a placenta se fixa de maneira anormal e profunda na parede do útero. A situação pode provocar hemorragia grave durante o parto e exige planejamento e atuação integrada de diferentes especialidades médicas.

VEJA MAIS :

Estrutura preparada para o procedimento

A cirurgia foi realizada na Hemodinâmica da Unidade do Coração do Hospital Unimed Piracicaba, espaço com estrutura híbrida e recursos tecnológicos que possibilitaram maior controle do sangramento durante a intervenção.

Segundo o ginecologista e obstetra Ricardo Amalfi, responsável pela cirurgia, a escolha do ambiente foi estratégica diante da complexidade do caso.

Antes da cesárea, a equipe de urologia realizou a passagem de um cateter Duplo J, dispositivo utilizado para identificar e proteger os ureteres, canais que conduzem a urina dos rins até a bexiga.

Em casos de acretismo placentário, a placenta pode atingir estruturas próximas ao útero, aumentando o risco de lesões nas vias urinárias durante a cirurgia.

Controle do fluxo sanguíneo

Na sequência, a equipe de Hemodinâmica realizou o cateterismo e o bloqueio temporário das artérias ilíacas internas, vasos que participam do suprimento sanguíneo da região pélvica.

A técnica teve como objetivo reduzir temporariamente o fluxo de sangue para a região durante o procedimento, contribuindo para o controle de possíveis sangramentos e para a segurança da paciente.

Após o nascimento do bebê, as equipes realizaram uma histerectomia, cirurgia que consiste na retirada do útero e que pode ser necessária em casos graves de acretismo placentário para controlar ou evitar hemorragias.

Atuação integrada

Mais de 15 profissionais participaram da cirurgia, envolvendo as equipes de obstetrícia, urologia e hemodinâmica.

Para Carlos Joussef, ginecologista, obstetra e presidente da Unimed Piracicaba, que também participou do procedimento, a integração entre as especialidades foi fundamental para o atendimento do caso.

O resultado, segundo a equipe, reforça a importância do planejamento, da experiência dos profissionais e da disponibilidade de uma estrutura hospitalar preparada para procedimentos de alta complexidade.

Para Ricardo Amalfi, cada etapa foi planejada com o objetivo de reduzir os riscos e proporcionar maior segurança à paciente e ao bebê.