A oferta de medicamentos injetáveis usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade aumentou no Brasil em 2026. A Anvisa aprovou 12 canetas com semaglutida ou liraglutida, ampliando a concorrência em um mercado que ganhou impulso após o fim da patente brasileira da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, em março. A primeira nova opção registrada depois da mudança foi o Ozivy, da EMS, aprovado em maio para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
Ao todo, são dez medicamentos à base de semaglutida e dois genéricos de liraglutida. Confira a lista completa:
A ampliação da oferta, porém, não significa que todas as canetas possam ser utilizadas da mesma maneira ou escolhidas apenas pelo preço. A definição do tratamento deve considerar o diagnóstico, o objetivo de perda de peso, outras doenças apresentadas pelo paciente, possíveis efeitos adversos e a capacidade de manter o tratamento por períodos prolongados. Os medicamentos dessa classe podem provocar náusea, dor abdominal, refluxo, constipação e outras alterações gastrointestinais.
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Entre os produtos que já chegaram ao mercado, o Ozempic aparece com valores entre R$ 975 para as apresentações de 0,25 mg e 0,5 mg pelo programa Preço NovoDia no comércio eletrônico e R$ 999 para a versão de 1 mg. O Ozivy, da EMS, foi lançado com preços entre R$ 452 e R$ 498 por caneta. Os demais medicamentos aprovados ainda dependem de etapas antes da comercialização, incluindo a definição dos preços pela CMED, órgão responsável pela regulação do mercado de medicamentos.
No caso dos genéricos, a legislação determina que o preço seja pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. Com base nos valores de lançamento do Ozivy, a estimativa para versões genéricas de semaglutida fica entre R$ 293 e R$ 323. Já os medicamentos de liraglutida Olire e Linux, da EMS, são encontrados na apresentação de 6 mg em canetas e anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet. O Olire é indicado para obesidade, enquanto o Linux é destinado ao diabetes tipo 2.
Além da semaglutida e da liraglutida, o mercado brasileiro conta com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da Eli Lilly, e a dulaglutida, presente no Trulicity. A tirzepatida atua sobre dois hormônios envolvidos no controle metabólico, GLP-1 e GIP, enquanto a dulaglutida pertence à mesma família de medicamentos que atuam sobre o receptor de GLP-1. No caso da liraglutida, uma diferença prática é a frequência de aplicação: enquanto semaglutida e tirzepatida são utilizadas, em geral, uma vez por semana, a liraglutida costuma exigir aplicação diária.