Bastou a chuva chegar para os caramujos começarem a aparecer em quintais, jardins, muros e calçadas. O excesso de umidade favorece a circulação do caramujo-africano (Achatina fulica), espécie invasora que já foi alvo de alertas do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Piracicaba. Apesar de muita gente chamá-lo de “venenoso”, o animal não é venenoso.
A preocupação está na possibilidade de alguns exemplares carregarem parasitas capazes de causar doenças em seres humanos. O risco está principalmente relacionado à ingestão de larvas presentes no muco do animal, que podem contaminar alimentos. Por isso, o ideal é evitar o contato direto e também impedir que crianças e animais de estimação tenham acesso aos moluscos.
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Para retirar o animal, é necessário proteger as mãos com luvas ou um saco plástico. A recomendação também vale para a coleta dos ovos, que podem ficar parcialmente enterrados no solo. No caso do caramujo-africano, o controle é indicado justamente por se tratar de uma espécie invasora. Em Piracicaba, a orientação é eliminar os animais recolhidos e quebrar as conchas antes do descarte, evitando que elas acumulem água e possam servir de criadouro para o mosquito da dengue. O município também orienta a população a procurar o CCZ em caso de dúvidas sobre a identificação ou o procedimento.
Apesar de ser uma prática popular, jogar sal diretamente sobre o caramujo ou no solo não é recomendado, já que o excesso pode prejudicar a terra e outros organismos. Também é importante não deixar folhas, entulho, telhas, tijolos e outros materiais acumulados no quintal, pois esses locais servem de abrigo e favorecem a permanência dos moluscos.
Outro cuidado é não confundir qualquer caramujo com o africano. Existem espécies nativas que podem ser parecidas, e a identificação correta é importante antes da eliminação. Em caso de dúvida em Piracicaba, o CCZ atende pelo telefone (19) 3427-3351 ou pelo SIP 156.
Quem mantém hortas ou cultiva alimentos em casa também deve ficar atento. Frutas, verduras e legumes que possam ter entrado em contato com caramujos ou com o muco deixado por eles precisam ser higienizados corretamente antes do consumo, reduzindo o risco de ingestão de possíveis parasitas. Com a chegada dos períodos chuvosos, portanto, é comum que esses animais fiquem mais visíveis. A principal orientação é evitar o contato direto, manter o quintal limpo, controlar a espécie invasora quando identificada e buscar orientação dos órgãos responsáveis quando houver dúvida.