10 de setembro de 2026
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Golpe do "sósia" usa tecnologia para burlar biometria; Veja

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA
Criminosos estão usando tecnologia para encontrar pessoas parecidas e tentar driblar sistemas de reconhecimento facial em fraudes de identidade.

Uma nova modalidade de fraude de identidade está utilizando tecnologia de comparação facial para localizar pessoas fisicamente semelhantes aos próprios criminosos e tentar driblar sistemas de reconhecimento biométrico. A estratégia, conhecida como “golpe do sósia”, foi identificada pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e aparece no Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

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Como funciona

Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases de dados, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita. A partir dessa busca, os chamados motores de comparação facial conseguem localizar pessoas com características físicas semelhantes.

O fraudador então escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica e tenta utilizar os dados dessa pessoa em procedimentos como cadastros e abertura de contas.

A estratégia se diferencia das fraudes de identidade mais tradicionais. Em vez de começar pelos dados de uma vítima específica, o criminoso parte do próprio rosto, procura pessoas semelhantes, identifica uma possível vítima e tenta assumir aquela identidade.

Biometria sozinha pode não ser suficiente

A nova modalidade também chama atenção para os riscos do uso isolado do reconhecimento facial. De acordo com a Serasa Experian, criminosos podem explorar tecnologias criadas justamente para aumentar a segurança durante processos de identificação.

Por isso, a empresa recomenda que a biometria seja combinada com outras ferramentas de proteção. Entre elas estão a validação de documentos, prova de vida, conferência de dados cadastrais, análise do dispositivo utilizado e identificação de padrões de comportamento.

A combinação desses mecanismos permite verificar outros sinais da operação e identificar possíveis inconsistências mesmo quando existe uma grande semelhança entre os rostos.

Fraudes movimentaram bilhões

Os dados do Mapa da Fraude mostram que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e bloquearam 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.

O número representa um aumento de 32,9% em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo a empresa, isso equivale à identificação de uma ocorrência de alto risco a cada 5,5 segundos.

As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões, valor que teria sido evitado pelas ações de prevenção.

Como evitar golpes

Para reduzir o risco de exposição de dados pessoais e biométricos, a orientação é não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Também é importante fornecer informações pessoais somente em sites e aplicativos oficiais e desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial recebidos por links, e-mails, mensagens ou códigos QR.

Outras medidas incluem proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores, manter sistemas atualizados, evitar publicar imagens de documentos e acompanhar regularmente movimentações vinculadas ao CPF.

A recomendação também é procurar os canais oficiais das empresas sempre que houver alguma movimentação desconhecida ou suspeita.