O cantor gospel Luiz Carlos da Silva, de 42 anos, foi morto a facadas em um rancho localizado dentro de um pesqueiro em Porto Ferreira, no interior de São Paulo. Segundo a investigação da Polícia Civil, o músico teria sido atraído para o local após combinar um encontro com uma adolescente de 15 anos, sua parente, em meio a uma denúncia de supostas mensagens de teor sexual.
O crime aconteceu na noite de domingo (30). Luiz Carlos, que também trabalhava como motorista de aplicativo e morava em São Carlos, foi ao local com a intenção de conversar sobre o contato mantido com a adolescente. A polícia investiga se o encontro foi usado para montar uma emboscada.
Segundo os depoimentos reunidos no inquérito, o namorado da adolescente, de 17 anos, e o irmão dela, de 20, são apontados como os principais suspeitos.
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De acordo com a investigação, Luiz Carlos chegou ao pesqueiro e acabou ferido durante o confronto. Testemunhas relataram que ele apareceu no rancho já ensanguentado e pediu ajuda.
Quando uma pessoa que estava no imóvel abriu a porta, o cantor foi encontrado caído. Na sequência, um dos suspeitos teria entrado no local armado com uma faca e desferido novos golpes contra a vítima.
Mesmo ferido, Luiz Carlos ainda tentou escapar. Ele correu em direção à margem de um rio, mas acabou perdendo a consciência e morreu no local.
A investigação indica que os suspeitos podem ter utilizado a área próxima ao rio tanto para chegar ao pesqueiro quanto para deixar o local depois do crime.
A adolescente contou à polícia que vinha recebendo mensagens de conteúdo sexual atribuídas ao cantor. Depois de relatar a situação ao namorado, o jovem teria procurado o irmão dela para conversar sobre o caso.
Conforme a versão apresentada à investigação, os dois teriam planejado inicialmente apenas “dar um susto” em Luiz Carlos para fazer com que ele interrompesse as mensagens. A polícia, porém, apura como a situação evoluiu para o homicídio e qual foi a participação de cada suspeito.
É importante ressaltar que as acusações sobre as mensagens ainda fazem parte da investigação e, até o momento, não constituem prova de que Luiz Carlos tenha cometido qualquer crime contra a adolescente.
Durante as diligências, policiais analisaram imagens de câmeras de segurança e localizaram indícios que ajudaram a reconstruir a movimentação dos envolvidos.
O carro utilizado por Luiz Carlos foi encontrado danificado nas proximidades do pesqueiro. Uma bicicleta também foi localizada abandonada perto do acesso pelo rio.
Em uma residência relacionada aos investigados, os policiais apreenderam a adolescente e um taco de beisebol. A investigação considera a possibilidade de que o objeto tenha sido usado para danificar o veículo da vítima.
O caso foi registrado como homicídio e dano à propriedade na Delegacia Seccional de São Carlos. A Polícia Civil continua apurando a dinâmica do crime, a participação dos suspeitos e o que efetivamente ocorreu durante o encontro.
Outra linha investigada envolve a possibilidade de extorsão ou ameaças contra Luiz Carlos. A polícia também busca esclarecer se houve planejamento prévio para atraí-lo ao pesqueiro.
A adolescente já prestou depoimento às autoridades. O namorado dela e o irmão são investigados pela participação no assassinato.
A esposa de Luiz Carlos afirmou, em entrevista à Record, que desconhecia o contato mantido pelo marido com a adolescente. Segundo ela, o vínculo com os parentes era distante e não fazia parte de sua convivência cotidiana.
Ela também declarou acreditar que a adolescente possa ter participação no episódio, mas ressaltou que, mesmo diante de eventual erro cometido pelo marido, nada justificaria que ele fosse morto.
A mãe do cantor relatou à emissora que Luiz Carlos pretendia se mudar depois de receber ameaças. Ela, no entanto, disse não saber quem estaria fazendo as supostas ameaças.
A Polícia Científica realizou perícia no rancho onde ocorreu o assassinato. O corpo foi submetido a exame necroscópico e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São Carlos.
Os trabalhos periciais e a análise das imagens de segurança fazem parte das diligências utilizadas pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias da morte.
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