06 de setembro de 2026
PERIGO

Golpistas procuram 'sósias' para enganar reconhecimento facial

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada com IA
Agora os criminosos procuram pessoas parecidas para aplicar golpes.

 Seu rosto pode estar sendo usado como arma contra você — e o criminoso nem precisa ter seus dados em mãos.

Uma nova modalidade de fraude está chamando a atenção das empresas de segurança digital: o chamado “golpe do sósia”. 

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Em vez de escolher uma vítima específica e tentar roubar sua identidade, criminosos estão fazendo o caminho inverso: primeiro procuram alguém parecido com eles.

A estratégia usa ferramentas de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às do fraudador. Depois, os criminosos tentam obter documentos e dados dessa pessoa para aumentar as chances de enganar sistemas de validação biométrica usados em cadastros, abertura de contas e outros serviços.

  A diferença é justamente essa: o golpista não começa procurando uma identidade para roubar. Ele começa pelo próprio rosto e busca uma identidade que possa “combinar” com sua aparência.

A descoberta foi registrada pela Serasa Experian e incluída no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026.

Milhões de tentativas 

Os números mostram o tamanho do problema. Segundo a empresa, 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade foram bloqueadas apenas nos seis primeiros meses de 2026.

O volume representa um aumento de 32,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a Serasa Experian, as tentativas barradas poderiam ter provocado um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões.

Cuidado com as fotos 

Especialistas alertam que uma selfie aparentemente inocente pode fornecer material para criminosos.

A recomendação é não publicar fotos de documentos nem selfies segurando documentos em redes sociais ou aplicativos de mensagens. Dados pessoais e biométricos devem ser fornecidos somente em plataformas oficiais.

E tem mais: o reconhecimento facial, sozinho, não é considerado suficiente para garantir uma identidade. Sistemas mais seguros combinam biometria com prova de vida, documentos, análise do aparelho, dados cadastrais e comportamento do usuário.

 Senhas fortes, autenticação em dois fatores e celular sempre atualizado também ajudam a dificultar a ação dos golpistas.

  Seu rosto virou uma das principais chaves para acessar serviços digitais. Por isso, protegê-lo também virou questão de segurança.