Um sinal diferente no corpo pode ser um aviso importante, e, quando o assunto é câncer colorretal, o tempo pode fazer diferença. Mesmo sabendo que sintomas como sangue nas fezes e mudanças no funcionamento do intestino por mais de um mês podem indicar algo sério, muitos brasileiros ainda deixam para depois a procura por um médico.
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Exame simples ainda é pouco conhecido
Outro dado chama atenção: a maioria dos brasileiros ainda não conhece a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame usado para identificar possíveis sinais da doença antes mesmo do aparecimento de sintomas mais evidentes.
O desconhecimento é ainda maior entre os jovens de 16 a 24 anos. Homens, pessoas com menor renda e aqueles com menor escolaridade também apresentam índices acima da média de falta de informação sobre o exame.
Atenção aos sinais do corpo
O câncer colorretal pode apresentar sintomas variados. Além do sangramento nas fezes e das alterações persistentes no intestino, outros sinais que merecem atenção são dor abdominal frequente, perda de peso sem explicação e mudanças no hábito intestinal.
Especialistas reforçam que a descoberta precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido. Por isso, exames preventivos, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, podem ter papel importante na identificação da doença em fases iniciais.
A recomendação geral é que pessoas a partir dos 45 anos conversem com um profissional de saúde sobre a realização de exames preventivos, especialmente quem tem histórico familiar da doença.
Um câncer cada vez mais presente
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam uma estimativa de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil no triênio 2026-2028, colocando a doença entre os tumores mais frequentes no país.
O câncer colorretal ganhou ainda mais visibilidade após casos conhecidos, como o da cantora Preta Gil, que morreu em 2025 após dois anos de tratamento contra a doença.
Mais do que números, os dados reforçam uma mensagem simples: mudanças no corpo que persistem por semanas não devem ser ignoradas. Procurar informação e orientação médica pode ajudar a identificar problemas no início e ampliar as possibilidades de cuidado.