21 de julho de 2026
ECONOMIA

Expectativa para inflação em 2026 continua em queda; ENTENDA

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
As projeções do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltaram a recuar.

As projeções do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltaram a recuar. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 5,15%, reforçando a tendência de desaceleração observada nas últimas semanas.

Há um mês, a estimativa era de 5,33%. Na semana passada, o mercado projetava inflação de 5,16% para o próximo ano. Para 2027 e 2028, as previsões permanecem em 4,20% e 3,78%, respectivamente.

Mercado mantém projeções para PIB

Enquanto a expectativa para a inflação segue em queda, os demais indicadores econômicos permanecem praticamente inalterados.

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,99%, índice que permanece estável há três semanas. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão de 1,65% em 2027 e 2% em 2028.


VEJA MAIS:



Dólar continua estável

As projeções para o câmbio também não sofreram alterações nas últimas semanas.

O mercado estima que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027, a previsão é de R$ 5,28, enquanto para 2028 a expectativa é de R$ 5,30.

Selic deve cair até o fim de 2026

A taxa básica de juros (Selic) também manteve a mesma projeção do levantamento anterior. O mercado prevê que a taxa termine 2026 em 14% ao ano, permanecendo nesse patamar pela quarta semana consecutiva.

Atualmente, a Selic está em 14,25%, percentual definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em junho. Com isso, a expectativa é de pelo menos um corte nos juros até o encerramento de 2026.

Para 2027 e 2028, as projeções seguem em 12% e 10,5%, respectivamente.

Como a Selic impacta a economia?

A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Quando os juros são reduzidos, o crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo o consumo das famílias e os investimentos das empresas, o que pode impulsionar o crescimento da economia.

Por outro lado, juros menores também podem aumentar a demanda por produtos e serviços, elevando as pressões inflacionárias.

Já quando a Selic sobe, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, reduzindo o consumo e ajudando a conter a inflação. Além disso, aplicações em renda fixa se tornam mais atrativas, diminuindo a circulação de dinheiro na economia.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando o Banco Central voltará a avaliar o cenário econômico e poderá decidir sobre o futuro da taxa básica de juros.