14 de julho de 2026
TENSÃO COMERCIAL

Tarifaço dos EUA pode sair nesta quarta; Lula mantém otimismo

Por Redação/JP1 |
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Foto: Ricardo Stuckert
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém duas frentes diante da possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma nova sobretaxa sobre produtos brasileiros.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém duas frentes diante da possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma nova sobretaxa sobre produtos brasileiros. Publicamente, Lula afirma que não acredita na adoção da medida. Nos bastidores, porém, integrantes da equipe econômica já trabalham com o cenário de uma tarifa de pelo menos 25% sobre parte das exportações nacionais.

A decisão do governo norte-americano, liderado pelo presidente Donald Trump, é esperada até esta quarta-feira (15), enquanto Brasil e Estados Unidos seguem em negociações de última hora.

Lula mantém discurso otimista

Durante agenda realizada na última segunda-feira (13), em São José dos Campos (SP), Lula demonstrou confiança de que o chamado "tarifaço" não será colocado em prática.

Ao ser questionado por jornalistas, o presidente respondeu de forma categórica e repetiu que não acredita na adoção das novas tarifas contra produtos brasileiros.

Apesar da declaração, integrantes do governo admitem internamente que a aplicação da medida é considerada o cenário mais provável.


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Governo tenta reduzir impacto das tarifas

A estratégia da equipe econômica é negociar para que a decisão americana preserve setores considerados estratégicos para a economia brasileira.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) continua tentando viabilizar uma reunião final com representantes do governo dos Estados Unidos antes do anúncio oficial.

As conversas são conduzidas pelo ministro Márcio Elias Rosa e pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, que lideram as negociações entre os dois países.

Adiamento ainda é visto como improvável

Embora exista a possibilidade de adiamento da decisão, essa hipótese é considerada remota pelo Palácio do Planalto.

Caso isso ocorra, integrantes do governo avaliam que a medida poderá fortalecer o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que defendeu junto às autoridades americanas que a decisão fosse adiada para depois das eleições brasileiras.

Segundo o parlamentar, a aplicação das tarifas neste momento poderia favorecer politicamente o presidente Lula.

Empresas americanas pressionam contra sobretaxa

Nas audiências realizadas nos Estados Unidos, grandes empresas multinacionais manifestaram preocupação com a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Companhias como Coca-Cola, Tesla e Nestlé defenderam que a medida poderá elevar custos de produção, reduzir a competitividade e gerar impactos econômicos para consumidores e empresas norte-americanas.

Para o governo brasileiro, o posicionamento dessas empresas pode reforçar os argumentos apresentados nas negociações e aumentar a pressão para que a decisão seja revista ou tenha exceções para determinados setores.