O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão no Oriente Médio ao afirmar que um "grande ataque" contra o Irã deve ocorrer na noite desta quarta-feira (8). A declaração foi feita durante a cúpula da Otan e veio acompanhada de uma revelação sobre uma ordem dada às forças americanas: "Não encostem no petróleo".
Mais cedo, Trump havia afirmado que o acordo de paz firmado com Teerã estava encerrado. Horas depois, adotou um discurso menos categórico, dizendo que não sabe se o cessar-fogo conseguirá ser mantido diante da nova escalada do conflito.
Segundo Trump, os Estados Unidos estão preparados para intensificar as ações militares caso considerem necessário. O presidente afirmou que a ofensiva poderá atingir alvos estratégicos e mencionou que, em uma eventual ampliação da operação, instalações de energia e abastecimento de água também poderiam ser afetadas.
Durante a conversa com jornalistas, ele ainda responsabilizou o Irã por ataques contra embarcações na região e reforçou que Washington responderá de forma contundente caso novas ações ocorram.
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Trump também revelou detalhes de uma operação realizada recentemente contra a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. De acordo com ele, apesar de a área ter sido alvo dos ataques, houve uma orientação expressa para evitar danos aos reservatórios de petróleo.
Segundo o presidente americano, a decisão foi estratégica, pois os Estados Unidos poderiam assumir o controle da região futuramente, motivo pelo qual determinou que as instalações petrolíferas fossem preservadas.
O líder americano afirmou ainda que o bloqueio ao Estreito de Ormuz poderá ser retomado caso o cenário continue se deteriorando. Ele disse que países integrantes da Otan concordaram em enviar embarcações especializadas na remoção de minas para garantir a segurança da navegação na rota marítima.
O estreito é considerado um dos corredores mais importantes para o transporte mundial de petróleo e qualquer interrupção pode provocar impactos significativos na economia global.
Apesar de Estados Unidos e Irã terem firmado um acordo preliminar de paz em junho, a trégua voltou a ser colocada em dúvida após novos confrontos.
Na terça-feira (7), forças americanas lançaram uma ofensiva contra alvos iranianos em resposta a ataques contra navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.
Como reação, o governo iraniano classificou a ação como uma violação do acordo e realizou ataques contra bases militares dos EUA localizadas no Bahrein e no Kuwait. Os dois países ativaram alertas de mísseis para a população devido ao risco de novos bombardeios.