Um mês após o recall que atingiu dezenas de produtos da Ypê, consumidores seguem relatando dificuldades para conseguir reembolsos e orientações sobre a devolução dos itens afetados. As queixas se acumulam em plataformas de atendimento e órgãos de defesa do consumidor, ampliando a pressão sobre a fabricante.
A medida de recolhimento foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que interditou lotes específicos de produtos da marca. Desde então, clientes afirmam enfrentar demora nas respostas e dificuldades para concluir os processos de ressarcimento.
Nos últimos dias, centenas de consumidores registraram reclamações relacionadas ao atendimento da empresa. Entre os principais relatos estão a demora na análise dos pedidos, a falta de retorno e dúvidas sobre os procedimentos necessários para receber o dinheiro de volta.
Dados de órgãos de proteção ao consumidor também apontam crescimento nas manifestações ligadas ao recall e à dificuldade de contato com a fabricante.
Apesar de responder parte das solicitações, muitos consumidores alegam que os retornos não resolvem os problemas apresentados, gerando novas reclamações.
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Entre os casos registrados estão clientes que afirmam ter solicitado o reembolso ainda nos primeiros dias após o anúncio do recall, mas que aguardaram semanas para receber qualquer resposta.
Há também relatos de consumidores que receberam apenas parte dos valores referentes aos produtos devolvidos, enquanto outros seguem aguardando uma solução definitiva.
Segundo alguns clientes, a principal dificuldade está na validação dos produtos afetados e na conclusão dos processos iniciados junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
Enquanto tenta resolver os pedidos de reembolso, a empresa também trabalha para reverter a suspensão de alguns lotes atingidos pela medida da Anvisa.
Os produtos estão passando por análises em laboratórios credenciados, que avaliarão se os itens podem voltar a ser comercializados e utilizados. A decisão final dependerá da validação dos resultados pelos órgãos reguladores.
Até que haja uma definição, a orientação é que os consumidores mantenham os produtos guardados, sem descarte ou utilização.
Em nota, a empresa contestou parte das críticas e afirmou que alguns casos citados envolvem produtos que não fazem parte dos lotes atingidos pela resolução da Anvisa.
A fabricante também informou que ampliou sua estrutura de atendimento desde o anúncio do recall, incluindo reforço nos canais de comunicação e prioridade para solicitações consideradas legítimas.
Segundo a companhia, os reembolsos aprovados continuam sendo realizados por meio de transferência via Pix e os atendimentos seguem sendo centralizados pelo SAC.
A recomendação é que os clientes consultem a lista oficial de lotes envolvidos no recall e mantenham os produtos armazenados até novas orientações.
Também é importante guardar comprovantes de compra, registros de atendimento e protocolos fornecidos pela empresa, o que pode facilitar eventuais solicitações de ressarcimento.
Enquanto o processo segue em andamento, consumidores continuam aguardando respostas mais rápidas e soluções definitivas para os produtos atingidos pela medida.