29 de maio de 2026
MUNDO PET

Passear com gatos na coleira? Prática exige cuidados e adaptação

Por Redação / JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução Panorama Pet Vet
O uso de reforço positivo, com petiscos, brincadeiras e carinho, ajuda o animal a criar uma associação tranquila com a coleira e a guia.

Ver gatos passeando de coleira ainda chama atenção nas ruas e parques. Diferente dos cães, os felinos costumam ser mais reservados e territorialistas, o que faz muitos tutores se perguntarem se os bichanos realmente gostam desse tipo de passeio.

Segundo a médica veterinária Fernanda Maris Ramos, não existe uma resposta única. Cada animal reage de forma diferente ao ambiente externo e à experiência com coleira.

“Os gatos são curiosos e exploradores por natureza, mas precisam se sentir seguros para aceitar qualquer mudança na rotina”, explica.

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Adaptação deve começar dentro de casa

Especialistas orientam que a adaptação ao uso da coleira aconteça gradualmente e, de preferência, ainda na fase de filhote. O treinamento inicial deve ocorrer dentro de casa, em um ambiente controlado e sem estímulos externos excessivos.

O uso de reforço positivo, com petiscos, brincadeiras e carinho, ajuda o animal a criar uma associação tranquila com a coleira e a guia.

Veterinários recomendam o uso de peitorais próprios para gatos, especialmente os modelos que oferecem maior segurança na região do tórax e dificultam fugas.

Sinais de estresse precisam ser observados

Nem todos os gatos conseguem se adaptar aos passeios externos. Ambientes barulhentos, movimentados ou com presença de outros animais podem causar ansiedade e medo.

Entre os principais sinais de desconforto estão:
• pelos arrepiados
• pupilas dilatadas
• orelhas para trás
• cauda eriçada
• vocalização intensa
• tentativas de fuga ou esconderijo

Segundo especialistas, forçar o passeio pode provocar crises de estresse e até comportamentos agressivos.

Riscos vão além das fugas

Além do risco de atropelamentos e desaparecimentos, os passeios também podem expor os felinos a doenças e parasitas presentes nas ruas.

Entre as principais preocupações estão fungos, pulgas, carrapatos e doenças como a esporotricose, infecção que pode atingir gatos e humanos. 
Por isso, veterinários reforçam que vacinas, vermífugos e antiparasitários precisam estar em dia antes de qualquer saída externa.

Os especialistas também orientam que os passeios aconteçam apenas em locais tranquilos, seguros e sem grande circulação de cães soltos.

Passeio não é obrigatório

Para os gatos que não gostam de sair de casa, há alternativas capazes de estimular o bem-estar físico e mental sem exposição aos riscos externos.

O chamado enriquecimento ambiental, com nichos, prateleiras, brinquedos e áreas de escalada, é apontado como uma das melhores formas de incentivar o movimento e reduzir o sedentarismo dentro de casa.

Apesar do aumento de tutores interessados nos passeios, especialistas ressaltam que o mais importante é respeitar os limites e o comportamento individual de cada felino.