Um adolescente de 14 anos morreu depois de ser atingido por uma cesta de basquete em uma praça pública de Rio Verde, no sudoeste de Goiás. O acidente aconteceu no fim da tarde de quinta-feira (21), no Parque Zilda Arns, localizado no Residencial Veneza, e causou comoção entre moradores da cidade.
A vítima foi identificada como Felipe Aragão de Oliveira, estudante do primeiro ano do curso técnico em eletrotécnica do Colégio Estadual Eurico Veloso do Carmo. Segundo informações da Polícia Científica, o adolescente sofreu um traumatismo cranioencefálico após a estrutura metálica desabar sobre sua cabeça.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, Felipe jogava basquete com amigos quando a sustentação da cesta caiu repentinamente. A suspeita inicial é de que a base metálica da estrutura — feita de metalon, um tubo de aço utilizado em suportes metálicos — tenha se rompido.
Amigos que estavam no local relataram aos investigadores que o adolescente teria se pendurado no equipamento momentos antes da queda, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente pela perícia.
O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados rapidamente, porém o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
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A perícia técnica foi realizada poucas horas após o ocorrido. Conforme os peritos, o suporte vertical que sustentava a cesta de basquete apresentou rompimento estrutural, provocando a queda do equipamento.
O delegado responsável pelo caso, Adelson Candeo, informou que o inquérito busca esclarecer as circunstâncias da tragédia. Segundo ele, até o momento não há indícios de crime, mas os laudos técnicos devem apontar se houve falha estrutural, desgaste do material ou falta de manutenção no equipamento público.
Nas redes sociais, o Colégio Estadual Eurico Veloso do Carmo publicou uma nota de pesar em homenagem ao adolescente. A escola manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Felipe, destacando o impacto da perda na comunidade escolar.
A Prefeitura de Rio Verde também divulgou nota lamentando o acidente e informou que aguarda a conclusão das investigações para definir possíveis medidas relacionadas à segurança dos espaços públicos.
A tragédia reacendeu discussões sobre a conservação de equipamentos esportivos em praças e parques públicos. Moradores da região cobraram fiscalização mais rígida e manutenção preventiva para evitar novos acidentes envolvendo estruturas metálicas em locais frequentados por crianças e adolescentes.