Trabalhadores brasileiros poderão usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas em atraso a partir de 25 de maio. A medida integra o programa de renegociação Novo Desenrola e promete aliviar a situação financeira de milhões de pessoas.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, será possível utilizar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil — prevalecendo o valor mais vantajoso — para quitar ou reduzir débitos com instituições financeiras.
Além da nova possibilidade de uso do FGTS, mais de 10,5 milhões de trabalhadores devem receber valores adicionais já no dia 26 de maio. O crédito é resultado de uma medida provisória publicada no fim de 2025.
O pagamento será feito automaticamente para quem tem direito, com depósito direto nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.
Após a consulta do saldo, os bancos terão até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores. Em seguida, os dados serão enviados para a Caixa Econômica Federal, responsável por validar a operação.
Depois dessa etapa, o valor será transferido diretamente para a instituição financeira, sem passar pela conta do trabalhador.
A expectativa do governo é que até R$ 8,2 bilhões sejam movimentados com a iniciativa, ampliando o alcance do programa de renegociação.
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O saque extra será destinado a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Para esse grupo, haverá liberação adicional de recursos, estimada em R$ 8,4 bilhões.
No entanto, valores vinculados a antecipações de saque-aniversário continuarão bloqueados, conforme os contratos firmados com instituições financeiras.
A Caixa Econômica Federal está finalizando a integração dos sistemas que viabilizam o novo modelo. Instituições financeiras já receberam as especificações técnicas para aderir ao processo.
O governo também informou que, antes da data de liberação, os valores podem desaparecer temporariamente do saldo disponível no aplicativo, devido ao processamento interno.
A iniciativa surge como mais uma tentativa de reduzir o nível de inadimplência no país, oferecendo uma alternativa rápida para trabalhadores regularizarem sua situação financeira.
A medida deve impactar diretamente milhões de brasileiros, especialmente aqueles com dívidas acumuladas e dificuldade de acesso a crédito.