O governo federal anunciou uma nova fase do programa Desenrola Brasil, com mudanças que atingem diretamente o crédito consignado e ampliam as condições de renegociação de dívidas. A iniciativa mira trabalhadores, servidores, aposentados, estudantes e pequenos empresários, em meio ao alto nível de endividamento no país.
Uma das principais alterações está na redução da margem do crédito consignado. O limite de comprometimento da renda mensal caiu de 45% para 40%, e a tendência é de novas quedas graduais até atingir 30% nos próximos anos.
Outra mudança relevante é o fim da margem exclusiva para cartão consignado, além da ampliação do prazo de pagamento, que passa a chegar a até 120 meses em alguns casos.
O programa é voltado para brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Podem ser renegociadas dívidas contraídas até o início de 2026, desde que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.
Entre os débitos incluídos estão:
Condições e novas regras
As novas condições incluem:
Além disso, o programa permite o uso de parte do saldo do FGTS para reduzir o valor da dívida, com transferência feita diretamente entre instituições financeiras.
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Os abatimentos oferecidos são progressivos e aumentam conforme o tempo de inadimplência. Veja como funciona:
Crédito pessoal (CDC e parcelado):
Cartão de crédito e cheque especial:
Quem aderir ao programa terá algumas contrapartidas. Uma delas é o bloqueio de acesso a plataformas de apostas online por 12 meses.
Para viabilizar as renegociações, o governo prevê aporte bilionário em fundos garantidores e também a liberação de recursos do FGTS, o que deve movimentar bilhões na economia.
A nova etapa do Desenrola surge em um cenário de pressão financeira sobre as famílias brasileiras, com alto comprometimento de renda e inadimplência elevada, especialmente em modalidades com juros mais altos.
A expectativa é que o programa amplie o acesso à renegociação, reduza o peso das dívidas e permita que consumidores retomem o crédito no mercado.
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