Os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de SP acendem um sinal de alerta para motociclistas: modelos populares e amplamente utilizados no dia a dia seguem no topo da lista de veículos mais visados por criminosos. O levantamento de 2026 revela padrões claros tanto nos modelos preferidos quanto nos dias com maior incidência de ocorrências.
Segundo o estudo, a liderança disparada é da Honda CG 160, com ampla vantagem sobre os demais modelos. Em seguida aparecem a Honda CG 150 e a Yamaha XTZ 250, reforçando uma tendência já observada nos últimos anos: motos mais comuns, com grande circulação e facilidade de revenda de peças, acabam sendo os principais alvos.
A lista dos veículos mais furtados ou roubados mostra a predominância de motocicletas de média e baixa cilindrada. Confira a ordem do levantamento:
1. Honda CG 160 – 637 ocorrências
2. Honda CG 150 – 90 ocorrências
3. Yamaha XTZ 250 – 67 ocorrências
4. Honda XRE 300 – 65 ocorrências
5. TVS 110 Sport – 57 ocorrências
6. Yamaha Fazer 250 – 57 ocorrências
7. Honda CG 125 – 54 ocorrências
8. Yamaha CBX 300 – 51 ocorrências
9. Yamaha Factor 150 – 41 ocorrências
10. Honda CBX 250 – 39 ocorrências
A concentração em modelos populares reforça a atuação de quadrilhas especializadas em desmanche e revenda ilegal de peças.
Além dos modelos, o levantamento também aponta um padrão semanal nos crimes. Os dias úteis concentram a maior parte dos casos, com destaque para o meio da semana:
O pico às quintas-feiras chama atenção e pode estar relacionado ao maior fluxo urbano e à rotina de deslocamentos.
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Especialistas apontam que três fatores principais explicam a preferência dos criminosos:
Além disso, motos utilizadas para trabalho, como entregas e deslocamentos diários, ficam mais expostas, aumentando o risco.
Diante do cenário, autoridades reforçam a importância de medidas preventivas, como uso de travas, rastreadores e escolha de locais seguros para estacionamento. A recomendação também inclui atenção especial em dias e horários de maior incidência.
O levantamento, baseado em dados da Secretaria de Segurança Pública de SP, evidencia que o problema segue concentrado em perfis específicos de veículos — e que a prevenção ainda é a principal ferramenta para reduzir os riscos.