30 de abril de 2026
CUIDADO QUE EMOCIONA

“Se não fossem elas, não sei o que seria de mim.”

Por Da Redação |
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Divulgação
O Serviço de Atenção Domiciliar, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, leva atendimento médico diretamente às residências.

“Se não fossem elas, não sei o que seria de mim.” A frase, carregada de emoção, resume o impacto de um serviço que tem transformado a rotina de famílias em Piracicaba.

O Serviço de Atenção Domiciliar, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, leva atendimento médico diretamente às residências e, junto com ele, oferece acolhimento, orientação e apoio contínuo a pacientes e cuidadores.

Em meio a diagnósticos delicados e momentos de incerteza, o atendimento domiciliar surge como um suporte essencial. Integrado ao programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, o serviço tem como proposta reduzir internações prolongadas e garantir tratamento com mais conforto, dentro do ambiente familiar.

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Atendimento que vai além da saúde

A presença das equipes multiprofissionais muda não apenas a condição clínica dos pacientes, mas também a dinâmica das famílias. Foi o que aconteceu com uma idosa de 83 anos que, após uma internação, retornou para casa necessitando de cuidados constantes. Sem saber como lidar com a nova realidade, a família encontrou no atendimento domiciliar a orientação necessária para reorganizar a rotina.

Em poucos dias, profissionais passaram a acompanhar o caso, trazendo segurança e tranquilidade. Situações como essa se repetem em diferentes bairros, onde o serviço atua como ponte entre o tratamento técnico e o cuidado humanizado.

Equipes completas e cuidado personalizado

O atendimento envolve uma estrutura ampla, com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem, além de profissionais como psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Cada caso é avaliado de forma individual, com visitas regulares que podem ser intensificadas conforme a necessidade clínica.

Entre os pacientes atendidos estão pessoas em recuperação pós-cirúrgica, vítimas de AVC, usuários de ventilação mecânica e pacientes que necessitam de medicação contínua ou curativos complexos.

O cuidado também se estende a quem está ao lado do paciente. Familiares recebem suporte emocional e orientação prática, incluindo acompanhamento psicológico e terapias complementares.

Apoio que transforma rotinas

Para quem vive o dia a dia do cuidado, o impacto é profundo. Responsável por dois familiares adultos, uma moradora descreve o atendimento como essencial não apenas para os pacientes, mas para sua própria saúde emocional.

Ela relata que, além da assistência clínica, o acompanhamento psicológico tem sido fundamental para enfrentar os desafios da rotina. O vínculo criado com a equipe ao longo do tempo reforça a sensação de amparo e confiança.

Serviço em expansão

Com três décadas de atuação, o Serviço de Atenção Domiciliar chega a 2026 com cerca de 7.200 pacientes atendidos ao longo de sua história. Atualmente, conta com quatro equipes principais e uma de apoio, com funcionamento diário, das 7h às 19h.

A estrutura deve crescer nos próximos meses, com a inclusão de equipes voltadas ao atendimento pediátrico e aos cuidados paliativos, acompanhando o aumento da demanda e o envelhecimento da população.

O acesso ao serviço segue critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde, garantindo prioridade a casos mais complexos. Além disso, o atendimento é integrado a outros órgãos e instituições, ampliando a rede de suporte social.

Um cuidado que vai além da técnica

Mais do que protocolos e visitas programadas, o que se constrói no cotidiano do atendimento domiciliar é uma relação de confiança. A presença constante, a escuta e o suporte fazem diferença em rotinas muitas vezes marcadas pelo desgaste físico e emocional.

Para quem depende desse cuidado, a definição é simples e direta: sem ele, o caminho seria muito mais difícil. E é justamente nessa simplicidade que está a força de um serviço que transforma vidas silenciosamente, todos os dias.