A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antonio Boldrin, localizada no bairro Parque Orlanda, em Piracicaba, foi alvo de furto e vandalismo na noite de sábado (04). A invasão provocou indignação entre moradores e acendeu o alerta sobre a segurança em unidades escolares da cidade.
Como as aulas seguiram normalmente após o crime, a reportagem do Jornal de Piracicaba entrou em contato com mães de alunos semanas depois do ocorrido para entender como elas se sentem ao manter os filhos na unidade mesmo após a invasão.
“O que mais preocupa é saber que isso aconteceu e nada impede de acontecer de novo. A gente fica com medo, mas precisa continuar levando”, disse Amanda Natale De Pádua.
“É muito difícil, porque a gente depende da creche para trabalhar. Mas, ao mesmo tempo, fica aquela insegurança todos os dias. A gente está sem saída porque só tem essa creche aqui no bairro que atende nós, e está difícil até vaga para as crianças”, afirmou Natália Bruna da Silva Frederico.
Segundo informações, criminosos entraram no prédio e causaram uma série de danos. O local foi revirado, com salas desorganizadas, materiais espalhados e objetos destruídos, evidenciando o impacto da ação.
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Além da depredação, diversos itens foram levados. Entre os materiais furtados estão objetos pedagógicos, itens da área de saúde e uma caixa de som utilizada em atividades escolares.
Os relatos das responsáveis apontam que, além do furto, houve atos de vandalismo que agravaram ainda mais a situação. Trabalhos feitos por alunos foram rasgados e brinquedos danificados, gerando comoção entre as famílias.
“Ficamos muito preocupados, porque os ladrões entraram e fizeram vandalismo. Ainda bem que não tinha crianças, mas imagina se tivesse”, relatou Amanda Natale De Pádua.
“Eles mexeram em tudo, destruíram coisas das crianças. É revoltante ver o que fizeram dentro de um lugar que deveria ser seguro”, completou.
A invasão gerou medo entre pais e responsáveis, principalmente aqueles que dependem da unidade para deixar os filhos enquanto trabalham. A principal cobrança é por medidas urgentes que garantam mais proteção no local.
Entre as reivindicações estão a instalação de câmeras de monitoramento, reforço na vigilância e melhorias no controle de acesso à escola.
“A gente precisa trabalhar e ter tranquilidade. Como vamos deixar nossos filhos aqui sem segurança?”, afirmou Natália Bruna da Silva Frederico.
“A gente só quer ter confiança de que nossos filhos vão estar protegidos enquanto a gente está trabalhando”, acrescentou.
Apesar dos prejuízos, a Prefeitura informou que as aulas foram mantidas normalmente, garantindo a continuidade das atividades escolares.
O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que buscam identificar os responsáveis pela invasão. Até o momento, não há informações sobre suspeitos.