Uma decisão que está sendo tomada quase em silêncio pode mudar a rotina de milhões de brasileiros de forma abrupta. Após a decisão pioneira no Espírito Santo, o estado de Goiás também está prestes a bater o martelo sobre o fim do funcionamento de supermercados aos domingos, e o prazo para isso acontecer está praticamente esgotado.
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Se confirmada, a medida coloca Goiás ao lado do Espírito Santo e acende um alerta nacional: o que hoje parece um caso isolado pode rapidamente se espalhar pelo país.
Nos bastidores, a disputa é intensa e envolve o Sincovaga e o Secom, que travam uma negociação decisiva enquanto o prazo final da convenção coletiva se aproxima do fim, em 31 de março. De um lado, trabalhadores pressionam pelo descanso obrigatório; do outro, empresários alertam para prejuízos imediatos e impacto direto nas vendas — mas o ponto mais sensível dessa história pode atingir quem menos está acompanhando tudo isso: o consumidor.
Se a decisão for aprovada, comprar no domingo pode simplesmente deixar de existir em boa parte do estado, forçando uma mudança brusca de hábitos, concentrando multidões aos sábados e pegando desprevenidos aqueles que deixarem tudo para a última hora. E o detalhe mais inquietante é que muita gente ainda nem percebeu que essa mudança pode acontecer de uma hora para outra, com efeito imediato.
A contagem regressiva já começou e existe um cenário que começa a circular com força: o último domingo de março pode ser o último com supermercados funcionando normalmente em Goiás. Depois disso, portas fechadas podem virar regra — e o impacto não deve parar por aí. A possibilidade de outros estados seguirem o mesmo caminho já começa a preocupar o setor e levanta uma pergunta que está ganhando força fora dos bastidores: se começou em Goiás, quem será o próximo?