A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros voltou a preocupar o governo federal diante da insatisfação da categoria com o valor do frete e o aumento no preço do diesel. Lideranças do setor mantêm o indicativo de paralisação e aguardam medidas mais concretas por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão final sobre a realização ou não da greve deve ser tomada em assembleia nacional marcada para esta quinta-feira (19), às 16h, em Santos, no litoral de São Paulo. O encontro deve reunir representantes da categoria para avaliar as propostas apresentadas e definir os próximos passos do movimento.
Entre as principais reivindicações dos caminhoneiros está o cumprimento do piso mínimo do frete, que, segundo lideranças, ainda não é respeitado por parte das empresas contratantes. Além disso, o aumento no valor do diesel tem pressionado os custos da atividade, reduzindo a margem de lucro dos profissionais.
Diante do cenário, o governo federal apresentou medidas com o objetivo de evitar a paralisação, incluindo ações voltadas à regulação do preço do combustível e ajustes nas regras do transporte de cargas. No entanto, representantes da categoria afirmam que aguardam a publicação oficial das propostas para avaliar de que forma serão aplicadas na prática.
A possível greve reacende o alerta para os impactos de uma paralisação no setor logístico, especialmente após a crise registrada em 2018, quando uma mobilização nacional de caminhoneiros provocou desabastecimento de produtos, filas em postos de combustíveis e prejuízos à economia.
Caso seja confirmada, uma nova paralisação pode afetar diretamente o transporte de mercadorias em todo o país, com reflexos no abastecimento e nos preços de produtos. Até o momento, no entanto, a categoria segue em estado de atenção, aguardando os desdobramentos das negociações com o governo.