O afogamento registrado na última sexta-feira (27/02), após uma mulher pular da Ponte Pênsil, no Rio Piracicaba, reacendeu a discussão sobre o uso do local para lazer. A vítima foi resgatada por equipes do Corpo de Bombeiros.
Após o atendimento, o tenente-coronel Kléber Moura, do 16º Batalhão, reforçou ao JP que o rio não é liberado para banho em nenhuma extensão. Segundo ele, o local não é considerado área própria para lazer aquático.
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“O rio faz parte da identidade da cidade, mas não é uma área de banho. Ele apresenta riscos que muitas vezes não são percebidos”, destacou.
De acordo com o oficial, a correnteza pode mudar de intensidade rapidamente. Além disso, há pedras submersas, galhos, desníveis no fundo e pontos de profundidade imprevisível. Esses fatores aumentam o risco de lesões e afogamentos, especialmente em casos de salto ou tentativa de travessia.
A inexistência de guarda-vidas ao longo do Rio Piracicaba está diretamente ligada ao fato de que o banho não é autorizado no local.
Não entrar no rio para banho ou lazer, já que ele não é liberado para essa finalidade
Não mergulhar de cabeça, devido ao risco de colisão com pedras submersas.
Não consumir bebida alcoólica antes de qualquer atividade próxima à água, pois o álcool compromete reflexos e julgamento.
Não nadar sozinho, garantindo que alguém possa acionar socorro rapidamente em caso de emergência.
Não tentar atravessar o rio a nado, já que a correnteza pode arrastar até nadadores experientes.
Se presenciar alguém se afogando, a orientação é manter contato visual constante com a vítima e, se possível, arremessar um objeto flutuante para ajudá-la a permanecer na superfície. Entrar na água sem preparo pode resultar em mais vítimas.
Caso a pessoa seja retirada da água, o procedimento recomendado é lateralizar a vítima, posicionando-a de lado, preferencialmente sobre o lado direito. A medida facilita a eliminação de líquidos e reduz o risco de aspiração até a chegada do atendimento especializado.
O chamado imediato ao 193 é essencial, com informações claras sobre o ponto exato da ocorrência.
Dados da corporação apontam que, em 2025, foram registrados nove atendimentos com vítimas fatais por afogamento em Piracicaba. O comando reforça que a prevenção e o respeito às orientações são as principais formas de evitar novas ocorrências.