25 de fevereiro de 2026
POEIRA E TRINCAS

Entenda polêmica entre moradores de condomínio e Coplacana

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Will Baldine/JP1
A equipe de reportagem do JP esteve no local na tarde desta segunda-feira (23) para ouvir os moradores e acompanhar a movimentação de veículos.

Moradores do Condomínio Reserva do Taquaral I, localizado na Avenida Consuelo Sunege Gibelli, na região da Cidade Judiciária, em Piracicaba, procuraram a redação do Jornal de Piracicaba para relatar transtornos causados pelo tráfego intenso de caminhões da Coplacana nos arredores do condomínio.

A equipe de reportagem do JP esteve no local na tarde desta segunda-feira (23) para ouvir os moradores e acompanhar a movimentação de veículos na via.

Durante o período em que a reportagem permaneceu no condomínio, caminhões foram vistos circulando pelo trecho indicado pelos residentes.

Entre os principais problemas apontados estão barulho durante a madrugada, excesso de poeira — incluindo pó de sílica —, tremores nas residências com surgimento de trincas e rachaduras, risco de acidentes devido à proximidade dos caminhões com o muro do condomínio e acúmulo de terra na área de lazer, piscina e espaço social em dias de maior movimento.

De acordo com os moradores, a via utilizada pelos caminhões é uma estrada particular. Eles afirmam que há um projeto de desapropriação para dar continuidade a uma via pública na região, mas apenas parte das desapropriações previstas teria sido concluída até o momento.



Segundo os relatos, o acesso atual estaria sendo utilizado sob a justificativa de inexistência de alternativa para a empresa. O morador do condomínio, Paulo Moura, disse que o problema causou elevação nas despesas do condomínio .

Outra moradora, Raphaela Lisboa disse que as crianças tiveram agravamento de rinite e sinusite e houve prejuízo e em contratos de locação. A moradora Yeda Bueno explicou que o tráfego causou trincas e rachaduras nas casas.

COPLACANA

A Coplacana foi procurada pelo JP e informou que mantém o complexo da Unidade de Grãos no mesmo recinto há mais de 30 anos. Lembrou também “que possui decisão judicial de 1º Grau que autoriza e garante o livre tráfego de caminhões e veículos pela Estrada Municipal (via pública), rota de acesso à sua unidade”.

A cooperativa alega, porém que, diante da recente expansão urbana no entorno, tem investido, por iniciativa própria, em medidas para reduzir os impactos aos vizinhos, tais como: umidificação constante: operação de caminhão-pipa em ciclo contínuo para controle da poeira; realização de cascalhamento da via; orientação rigorosa para redução de velocidade e ruído no trecho residencial.

Questionada, Prefeitura informou que a via é particular.

Moradores aguardam providências para o problema no local.