19 de fevereiro de 2026
PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Fábrica Boyes pode ganhar novas regras do Estado


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O possível tombamento estadual da Fábrica Boyes e de outros imóveis do Complexo Beira Rio, em Piracicaba (SP), pode alterar o rumo de intervenções previstas para a área e criar uma nova etapa de análi

Fábrica Boyes pode ter regras revistas com possível tombamento estadual

O possível tombamento estadual da Fábrica Boyes e de outros imóveis do Complexo Beira Rio, em Piracicaba (SP), pode alterar o rumo de intervenções previstas para a área e criar uma nova etapa de análise para projetos imobiliários.

De acordo com o arquiteto e professor da Unicamp Marcos Tognon, quando o Estado abre estudo de tombamento, passa a existir uma instância superior de decisão sobre o bem. Isso significa que qualquer proposta de reforma, restauração, modificação ou demolição precisará ser avaliada também pelo governo estadual — independentemente de autorizações já concedidas no âmbito municipal.

Atualmente, a análise local cabe ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac). Caso o processo avance no Estado, as decisões poderão ser complementadas ou até reavaliadas por órgãos estaduais de preservação.



O que pode mudar na prática

Se o tombamento for efetivado, o imóvel passa a ter proteção em nível estadual. Entre os possíveis impactos estão:

Obrigatoriedade de aprovação prévia do Estado para intervenções;

Restrições estruturais e arquitetônicas;

Preservação de características históricas do conjunto;

Adequações em projetos já apresentados.

O estudo aberto pelo Estado inclui não apenas a antiga fábrica, mas também outros imóveis situados na área da beira do rio Piracicaba. A análise técnica ainda está em andamento.

Reflexos no projeto imobiliário

O terreno onde funcionava a fábrica é alvo de proposta para implantação de um condomínio residencial. Com o estudo de tombamento em curso, o empreendimento poderá ter que atender a novas exigências ou aguardar a definição do processo antes de avançar.

Especialistas apontam que o tombamento não impede novos usos, mas estabelece limites para garantir a preservação histórica. O debate coloca em pauta o equilíbrio entre valorização imobiliária e proteção do patrimônio cultural na região central da cidade.