O Carnaval é hoje a maior manifestação popular do Brasil e uma das festas mais conhecidas do planeta. Mas, apesar de estar totalmente associado à cultura brasileira, sua origem não aconteceu aqui e remonta a celebrações muito antigas da humanidade.
Pesquisadores indicam que festas semelhantes ao Carnaval já eram realizadas na Antiguidade. No Império Romano, por exemplo, aconteciam comemorações em homenagem ao deus Saturno, marcadas por banquetes, inversão de papéis sociais e celebrações coletivas. Também há registros de festividades no Egito Antigo e na Mesopotâmia que celebravam ciclos da natureza e a chegada da primavera.
Com o avanço do cristianismo, essas comemorações passaram a acontecer no período que antecede a Quaresma os 40 dias de preparação para a Páscoa. A ideia era aproveitar os dias anteriores ao período de restrições religiosas com festas, comidas e manifestações populares.
Como o Carnaval chegou ao Brasil
No Brasil, as primeiras manifestações parecidas com o Carnaval surgiram no período colonial, por volta do século XVI, com a chegada dos portugueses. Uma das principais influências foi o chamado “entrudo”, brincadeira em que as pessoas jogavam água, farinha e outros produtos umas nas outras nos dias que antecediam a Quaresma.
Ao mesmo tempo, pessoas escravizadas mantinham tradições culturais africanas, com músicas, danças e ritmos próprios. Com o passar do tempo, essas influências se misturaram às práticas europeias e ajudaram a construir a identidade do Carnaval brasileiro.
No século XIX, surgiram os primeiros bailes carnavalescos organizados. Em 1899, foi composta a marchinha “Ó Abre Alas”, da maestrina Chiquinha Gonzaga, considerada um marco na história musical da festa.
Já o samba, que hoje é um dos maiores símbolos do Carnaval, ganhou força no início do século XX e passou a ocupar papel central nas celebrações.
O nascimento das escolas de samba
A partir da década de 1920, o Carnaval começou a ganhar o formato que conhecemos atualmente. No Rio de Janeiro, surgiram as primeiras escolas de samba, como a Deixa Falar, considerada pioneira nesse modelo de organização.