Quatro pessoas continuam internadas em observação depois de serem atingidas por um raio durante a manifestação política realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, neste domingo (25). O incidente ocorreu durante um ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e mobilizou equipes de emergência da capital federal.
De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 27 vítimas deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal em razão da queda do raio.
Desse total:
Além disso, outras vítimas foram atendidas no local ou encaminhadas a diferentes unidades da rede pública.
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O raio caiu pouco antes das 13h. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu, que já acompanhavam o ato por causa das condições climáticas, montaram uma tenda de atendimento emergencial para prestar os primeiros socorros.
Ao todo, 72 pessoas receberam algum tipo de atendimento médico, seja no local da ocorrência ou em hospitais da capital.
Parte das vítimas apresentou sintomas relacionados ao impacto da descarga elétrica, como queimaduras leves, dores musculares e queixas auditivas. Outros precisaram de atendimento por causa do susto e de crises nervosas provocadas pelo episódio.
A monitora escolar Patrícia Rosa foi uma das pessoas levadas ao Hospital Regional da Asa Norte.
“Tive queimaduras nos braços e na barriga e senti uma dor muito forte no ouvido”, relatou.
A manifestação marcou o encerramento de uma caminhada de sete dias liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG), iniciada em Paracatu (MG).
Apesar do número de feridos, durante sua fala, ele direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional e não mencionou as vítimas do raio. Mas no próprio domingo ele chegou a visitar as vítimas no hospital.
Parlamentares da esquerda criticaram a condução do ato. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que vai solicitar à Polícia Federal a investigação das responsabilidades pela exposição dos participantes às condições climáticas adversas.
Segundo ele, a caminhada ocorreu sem comunicação prévia a órgãos responsáveis pela segurança viária e colocou pessoas em risco.