Caminhada de Nikolas Ferreira ganha repercussão nas redes e acirra polarização
A caminhada iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela BR-040, entre Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e Brasília, ultrapassou rapidamente o trajeto físico e passou a repercutir de forma intensa nas redes sociais já no primeiro dia. O ato foi divulgado pelo parlamentar como um protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Desde os primeiros quilômetros percorridos, vídeos, fotos e transmissões publicadas pelo deputado começaram a circular amplamente nas plataformas digitais. O lema “Acorda, Brasil”, repetido durante o trajeto, alcançou o topo dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter), impulsionado tanto por manifestações de apoio quanto por críticas ao movimento.
Entre aliados políticos, a iniciativa foi tratada como um gesto simbólico de protesto e mobilização. Conteúdos publicados nas redes destacaram mensagens de apoio, orações e discursos políticos ao longo do percurso, reforçando o caráter ideológico do ato.
Por outro lado, parlamentares e usuários identificados com o campo governista reagiram com críticas e ironias. Nas redes sociais, o protesto foi classificado por opositores como encenação política, além de levantar questionamentos sobre o caráter do movimento e seu impacto no debate público. As manifestações contrárias também tiveram ampla circulação, contribuindo para intensificar a polarização.
Mesmo sem presença física, o senador Flávio Bolsonaro participou do debate por meio de vídeo publicado nas redes sociais, no qual manifestou apoio à caminhada. A publicação alcançou grande engajamento, com milhões de visualizações, curtidas e comentários, ampliando o alcance do ato para além da rodovia.
Durante o trajeto, Nikolas utilizou os vídeos para citar nomes de pessoas que considera vítimas de injustiça por parte do Judiciário. Entre os casos mencionados está o do ex-deputado federal Daniel Silveira, preso em 2021 após declarações contra ministros do STF.
A intensa produção de conteúdo nas redes, que mistura registros da caminhada, momentos religiosos e discursos políticos, tem sido interpretada como parte de uma estratégia de mobilização contínua de apoiadores. Ainda no primeiro dia, o movimento já se consolidava como um dos assuntos centrais do debate político digital, refletindo o atual cenário de forte polarização no país.