A suspeita de intoxicação alimentar envolvendo funcionários da Hyundai Mobis segue sob acompanhamento do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e Região e das autoridades sanitárias do município. Desde a última sexta-feira (16), a entidade sindical monitora o caso, que levou à abertura de investigação pela Vigilância Epidemiológica após relatos de mal-estar entre trabalhadores da unidade instalada em Piracicaba.
Segundo o presidente do sindicato, Wagner da Silveira, conhecido como Juca, a atuação permanente da entidade dentro da empresa permitiu que a situação fosse identificada rapidamente. Ele explica que um diretor sindical acompanha rotineiramente o dia a dia da fábrica, o que facilitou o acesso às informações logo após o surgimento dos primeiros sintomas entre os funcionários.
Wagner da Silveira afirma em nota que: “Com a atuação próxima aos trabalhadores a informação chegou de maneira rápida para nós. E desde então, acompanhamos a situação e estamos aguardando a apresentação dos laudos referentes a comida e a água. Inclusive, a água que estava sendo utilizada, vinda do sistema público municipal de abastecimento, foi substituída por água mineral. A medida se deu de maneira emergencial, até aguardar o desfecho do caso”.
De acordo com o dirigente, a situação já estava normalizada no dia seguinte, alguns funcionários não ficaram com sequelas mas seguem monitorados por um médico.
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A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba instaurou procedimento para apurar o possível surto, que envolveu 81 funcionários da Hyundai Mobis. Os trabalhadores passaram por avaliação médica no Hospital Unimed, receberam atendimento e tiveram alta. Amostras clínicas foram coletadas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, responsável pelos exames que devem indicar a origem do problema.
Paralelamente, a Vigilância Sanitária programou uma inspeção técnica nas instalações da empresa, com foco nos ambientes de alimentação e no sistema de abastecimento de água. Outra frente de apuração inclui o monitoramento de atendimentos em hospitais e prontos-socorros da cidade, para verificar se há ocorrências semelhantes fora do ambiente da fábrica.
Em nota, a Hyundai Mobis informou que adotou ações preventivas assim que tomou conhecimento do caso. Entre as medidas estão a verificação dos níveis de cloro em todos os bebedouros da unidade e o reforço dos procedimentos de higienização em áreas comuns e operacionais. A empresa também destacou que a água utilizada para consumo e preparo de alimentos é proveniente exclusivamente da rede pública municipal.
De acordo com o sindicato, a apuração segue sendo feita de forma conjunta com a Vigilância Epidemiológica e o Seresp (Serviço Regional de Epidemiologia em Saúde Pública). Enquanto os laudos não são concluídos. Um diretor da entidade permanece acompanhando os desdobramentos junto ao departamento médico da empresa. As autoridades aguardam os resultados laboratoriais para definir eventuais novas medidas e esclarecer definitivamente as causas do ocorrido.