Um levantamento nacional inédito colocou o Hospital Regional de Piracicaba entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, reforçando o protagonismo da cidade e da região de Campinas no cenário da saúde pública. O estudo avaliou exclusivamente unidades com atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a OPAS/OMS, o Instituto Ética Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Apenas hospitais que realizam 100% dos atendimentos pelo SUS foram incluídos na análise.
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Quatro hospitais da região de Campinas aparecem na lista dos cem melhores do país. Além do Hospital Regional de Piracicaba, foram selecionados o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas; o Hospital Estadual de Sumaré, em Sumaré; e o Hospital Regional de Jundiaí, em Jundiaí. A presença regional evidencia a concentração de unidades públicas com alto desempenho assistencial.
Para compor a seleção inicial, o levantamento considerou indicadores como taxa de ocupação dos leitos, mortalidade hospitalar, número de leitos de UTI, tempo médio de internação e certificações de qualidade. Somente hospitais com mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram avaliados.
O estado de São Paulo concentra cerca de 30% dos hospitais que figuram entre os cem melhores do Brasil. Estados como Goiás, Pará e Santa Catarina também tiveram participação relevante, indicando avanços em diferentes regiões do país na oferta de serviços públicos de saúde.
Nesta fase, os hospitais não foram ranqueados por posição, sendo apresentados em ordem alfabética. A lista passará agora por um refinamento que irá definir os dez melhores hospitais públicos do Brasil. O resultado final será divulgado em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil.
A próxima etapa do estudo incluirá novos critérios, como pesquisas independentes de satisfação dos pacientes, análise de governança e avaliação de eficiência, que cruza o volume de atendimentos com os recursos financeiros disponíveis. Hospitais psiquiátricos e unidades de longa permanência ficaram fora da seleção.
Segundo avaliações técnicas do setor, o reconhecimento reflete investimentos contínuos, gestão qualificada e foco na qualidade do atendimento prestado à população.