O Festival Afropira, um dos maiores eventos afro do interior paulista, confirmou sua 12ª edição para 14 a 23 de novembro de 2025, em Piracicaba. Com realização do Instituto Afropira e gestão da ETC Produtora, o encontro chega com novidades que ampliam seu papel educativo e comunitário: além da programação artística distribuída em dez dias (quatro deles no Engenho Central), o festival lança o Prêmio “Saberes da Lei 10.639”, destinado a reconhecer professores que promovem práticas antirracistas nas redes de ensino.
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O Afropira 2025 foi contemplado pelo fomento CULTSP com recursos da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc) e reúne parcerias dos governos federal e estadual, da Prefeitura de Piracicaba e das secretarias municipais de Cultura, Turismo, Cidadania e Esporte; SESC Piracicaba e MVF Produtora apoiam a iniciativa. A programação artística incluirá dez espaços temáticos no Engenho Central e apresentações de nomes regionais e nacionais, além de grupos tradicionais de Piracicaba como Batuque de Umbigada e Samba de Lenço. Haverá, também, uma programação esportiva com torneio 3x3 de basquete e o projeto Afropira Pocket, que leva atrações do festival a bairros da cidade e a outras localidades.
A novidade mais institucional é o Prêmio “Saberes da Lei 10.639”, idealizado pelo Instituto Afropira com coordenação de Elaine Teotonio (fundadora) e Nathy Pezzato (atriz, educadora e coordenadora pedagógica). O prêmio pretende valorizar professores que implementam a Lei 10.639/03 — que estabelece o ensino sobre história e cultura africana e afro-brasileira — e nasce a partir do programa “Afropira nas Escolas”, que já leva atividades artísticas e pedagógicas a instituições de ensino. Durante o período de 1º de outubro a 13 de novembro, equipes do Instituto visitarão diariamente escolas e projetos sociais para divulgar a lei e o festival.
Interessados em concorrer ao prêmio devem se inscrever por meio do link disponível na bio do Instagram do Instituto Afropira; o passo inicial direciona o candidato a um grupo de WhatsApp onde serão enviados o regulamento e as orientações. Uma comissão selecionará cinco finalistas; o pódio será composto pelos três primeiros colocados, que receberão premiação em dinheiro, certificados e brindes. O júri da etapa final contará com especialistas como Antonio Filogenio de Paula Junior, Marilda Soares, Marcela Celestino e Denise Guedes.
A programação pedagógica do Afropira inclui oficinas (musicalização, capoeira, tranças, escritas, contação de histórias e oficinas da boneca Abayomi) coordenadas por integrantes do Instituto e parceiros, entre eles Mestre Marquinho, Isabel Farias, Julio Rocha, Erica Lima e Nathy Pezzato, com a participação de alunos e mediadores. Essas atividades, segundo a organização, reforçam o caráter formativo e a intenção de construir práticas antirracistas nas escolas.
O festival mantém proposta ampla: arte, memória, resistência e economia criativa se entrelaçam em atividades performáticas, debates, mostras e intervenções urbanas ao longo dos dez dias. Para acompanhar a programação completa, inscrições e notícias sobre o Prêmio “Saberes da Lei 10.639”, a organização orienta seguir o perfil oficial no Instagram @afropira.