Com o aumento dos casos de intoxicação por metanol em todo o país, a Sedcon-RJ (Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor) e a Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) lançaram uma cartilha educativa que alerta consumidores sobre os erros mais frequentes cometidos por falsificadores.
O material foi ampliado com orientações complementares de especialistas em segurança alimentar, totalizando 10 dicas essenciais para reconhecer produtos adulterados e proteger a saúde.
Promoções muito abaixo do valor de mercado são o primeiro alerta. Bebidas falsificadas costumam ser vendidas com descontos agressivos para atrair compradores. Especialistas alertam: o “barato” pode custar caro à saúde, já que produtos ilegais podem conter substâncias como o metanol, altamente tóxico e potencialmente letal.
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Evite adquirir bebidas em barracas, camelôs, redes sociais ou com vendedores sem nota fiscal. A maioria das apreensões recentes ocorreu em pontos de venda informais. Prefira sempre estabelecimentos conhecidos, com CNPJ e reputação consolidada.
Tampas frouxas, amassadas, borradas ou com vazamento indicam manipulação. Marcas originais têm lacres perfeitos, bem vedados e com selos oficiais. Ao abrir a garrafa, observe se o “estalo” do lacre acontece normalmente — ausência desse som é sinal de que o produto pode ter sido reaberto.
Falsificadores costumam reutilizar garrafas originais, que apresentam arranhões, marcas de uso ou pequenas rachaduras. Já as legítimas possuem vidro uniforme, sem danos, e seguem um padrão rigoroso de fabricação.
Erros de português, impressões borradas, cores diferentes do habitual e ausência de informações como CNPJ, composição e selo do Ministério da Agricultura são sinais de fraude. Marcas originais investem em impressão de alta qualidade e dados completos.
Diferenças de cor, presença de detritos, bolhas anormais ou níveis de enchimento distintos entre garrafas da mesma marca são indicativos de adulteração. Bebidas verdadeiras mantêm aparência uniforme e transparente.
Pequenos detalhes fazem diferença: embalagens amassadas, tampas desalinhadas, etiquetas coladas de forma irregular ou até o cheiro da bebida podem denunciar falsificações. Produtos autênticos têm acabamento limpo e padronizado.
Muitos produtos adulterados apresentam datas impressas de forma borrada, rasurada ou inexistente. Antes de consumir, confira se o número do lote e a data de validade são legíveis e coerentes. É comum que falsificadores apaguem informações originais e insiram novas datas.
Mesmo lojas formais podem ser enganadas por distribuidores irregulares. Sempre que possível, verifique se o produto tem nota fiscal de origem e se o distribuidor é reconhecido pela marca. Sites e aplicativos oficiais de fabricantes permitem confirmar a autenticidade.
Alterações sutis no design, mudança de fonte, logotipo deslocado ou cor da tampa diferente da habitual são indícios de falsificação. Se algo parecer estranho, compare com imagens oficiais da marca ou com produtos de lojas confiáveis.
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico. Quando ingerido, transforma-se em ácido fórmico, que altera o equilíbrio químico do sangue e pode causar cegueira, convulsões, coma e morte. De acordo com a pesquisadora Mariana de Moura Pereira, do Laboratório de Toxicologia da USP, os sintomas costumam surgir entre seis e 12 horas após o consumo e incluem dor abdominal intensa, visão turva, confusão mental e dificuldade respiratória.
Não há dose segura — qualquer quantidade é perigosa. Pessoas com menor peso corporal podem sentir os efeitos mais rapidamente.
Se houver qualquer suspeita de intoxicação ou de bebida adulterada: