O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (5), a adoção de responsabilidade fiscal e maior seriedade na condução da economia para atrair investimentos ao Brasil. Durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o presidente afirmou que o país precisa apresentar segurança jurídica e equilíbrio econômico para conquistar a confiança de investidores.
Segundo Lula, a decisão de investir no Brasil depende da perspectiva de retorno financeiro e das condições oferecidas pelo país. O presidente ressaltou que os investimentos não acontecem apenas por relações políticas, mas pela confiança na economia e nos projetos apresentados. “Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do [Geraldo] Alckmin”, afirmou.
Durante o discurso, o presidente também destacou a necessidade de manter uma “economia arrumada” e evitar instabilidade na execução de projetos e parcerias. “É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal, é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias, de fazer o projeto que nós estamos fazendo”, declarou.
A manifestação ocorre em meio às discussões sobre o rumo da política fiscal do governo e à cobrança por medidas que contribuam para o equilíbrio das contas públicas. Ao longo do mandato, Lula também defendeu a conciliação entre responsabilidade fiscal e investimentos em políticas sociais.
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Governo discute alternativas para as contas públicas

Mais cedo, Lula se reuniu com ministros e economistas para discutir alternativas para melhorar a situação das contas públicas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não foram apresentadas medidas específicas durante o encontro.
A previsão é que o ministro ouça avaliações técnicas antes de levar propostas ao presidente.
Mercado financeiro acompanha cenário fiscal
A discussão sobre as contas públicas ganhou força após o segundo turno das eleições presidenciais. Desde 25 de outubro, a Bolsa de Valores brasileira acumulou perdas superiores a 30 mil pontos, enquanto o dólar, que estava abaixo de R$ 5, chegou a R$ 5,49 na tarde desta quinta-feira.
Outro fator de atenção foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira (4), de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%, interrompendo o ciclo de cortes.
No comunicado, o colegiado destacou que acompanha os efeitos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros.
“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, informou o Banco Central.