A necessidade de sair de casa para comprovar vida e manter o benefício ativo já não faz mais parte da rotina da maioria dos aposentados e pensionistas. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a validar automaticamente a prova de vida por meio do cruzamento de dados com diferentes bases governamentais, reduzindo burocracias e evitando interrupções indevidas nos pagamentos.
Caso o sistema não identifique nenhuma movimentação do beneficiário ao longo de 10 meses após o último aniversário, uma notificação é enviada. A partir desse aviso, há um prazo de 60 dias para que a pessoa realize alguma atividade que gere registro e confirme sua existência nos sistemas oficiais.
VEJA MAIS:
- Imposto de Renda: até que idade idosos devem declarar
- Endividado? Lei garante prazo de até 5 anos para pagar; Veja como
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Atividades simples já garantem a validação
Sem a necessidade de solicitação direta, diversas ações rotineiras passaram a ser suficientes para comprovar vida. Entre elas, o atendimento na rede pública de saúde, como vacinação ou consultas, que geram registros automaticamente compartilhados com o INSS.
O acesso a plataformas digitais do governo também conta. Entradas no sistema por meio de contas com nível de segurança elevado — como prata ou ouro — funcionam como confirmação de identidade. Esse nível pode ser obtido via reconhecimento facial ou validação bancária.
Outro exemplo é a contratação de crédito consignado. Nesses casos, a autenticação por biometria ou reconhecimento facial exigida pelas instituições financeiras já serve como prova válida para o sistema previdenciário.
Documentos, voto e outros registros entram na lista
A emissão ou renovação de documentos oficiais, como RG, CNH e passaporte, também passou a integrar o conjunto de ações que confirmam automaticamente a vida do beneficiário. O mesmo vale para quem comparece às urnas em períodos eleitorais, já que os dados são compartilhados pela Justiça Eleitoral.
Além disso, o sistema considera outras interações relevantes, como perícias médicas — presenciais ou por telemedicina —, atualizações no Cadastro Único (CadÚnico) e até saques realizados com identificação biométrica em caixas eletrônicos.
A estratégia adotada pelo governo parte do princípio de que qualquer interação ativa com serviços públicos é suficiente para indicar que o cidadão está vivo, tornando desnecessária a prova de vida tradicional e simplificando a rotina de milhões de brasileiros.