LIBERDADE PROVISÓRIA

Torcedores do Paulista são soltos durante audiência de custódia

Por Da Redação | Polícia
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JORNAL DE JUNDIAÍ
Os policiais prenderam seis torcedores em flagrante
Os policiais prenderam seis torcedores em flagrante

O Paulista Futebol Clube entrou em campo neste domingo (1) contra a Associação Atlética Francana, no Estádio Dr. Jayme Cintra, e empatou por 2 a 2. Após o apito final, porém, membros de uma torcida organizada invadiram áreas restritas do estádio, como setores administrativos e o vestiário, depredando dependências e ameaçando diretores e jogadores. A Polícia Militar foi acionada e prendeu seis suspeitos em flagrante pelos crimes de dano com violência ou grave ameaça e por promover tumulto, praticar ou incitar a violência em evento esportivo.

Nesta segunda-feira (2), os detidos passaram por audiência de custódia e receberam liberdade provisória. Cada um deverá pagar fiança equivalente a dois salários mínimos no prazo de cinco dias. Caso contrário, a medida pode ser revogada e convertida em prisão preventiva. Eles também terão de cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos processuais e não mudar de endereço sem autorização judicial.

O CASO

Segundo a polícia, ao chegar ao estádio foram constatados vidros quebrados e sinais de depredação. Nas dependências da diretoria, havia tumulto envolvendo torcedores e funcionários do clube. Os agentes determinaram que todos se sentassem para identificação, sendo seis deles apontados como envolvidos diretos na confusão. Outros suspeitos fugiram antes da chegada das viaturas.

Os policiais registraram no boletim de ocorrência que não foi necessário o uso de força física ou instrumentos de menor potencial ofensivo, sendo possível restabelecer a ordem de forma técnica e proporcional.

O advogado do clube relatou que, após o término da partida, percebeu a ausência de público e também de policiamento ostensivo no interior do estádio. Nesse momento, um grupo que já estava no estacionamento tentou forçar a entrada no vestiário, quebrando o vidro da porta de acesso.

Sem encontrar jogadores ou dirigentes, os torcedores teriam invadido outros setores administrativos, arrombando a sala de troféus e acessando o alojamento dos atletas. A direção do clube manifestou interesse em representar criminalmente contra os envolvidos, especialmente pelos danos ao patrimônio.

Na delegacia, o caso foi enquadrado no artigo 201 da Lei nº 14.597/2023, a Lei Geral do Esporte, que proíbe promover tumulto ou incitar violência em eventos esportivos. Além disso, os suspeitos também foram autuados, em tese, pelo crime de dano previsto no Código Penal.

NOTA DO CLUBE

O Paulista divulgou nota na manhã desta segunda-feira (2) sobre o caso: "o Paulista Futebol Clube vem a público repudiar veementemente os atos de vandalismo e invasão ao patrimônio do clube ocorridos recentemente. O Paulista sempre foi e continuará sendo uma instituição aberta ao diálogo, ao respeito e à construção conjunta com sua torcida. Entendemos a paixão e o sentimento que movem o torcedor, mas atitudes que ultrapassam os limites da civilidade e atentam contra o patrimônio do clube não representam a grandeza da nossa história. Reforçamos que atos como esse vão na contramão da civilidade e, nos dias atuais, são práticas inaceitáveis em qualquer estrutura. Informamos ainda que as medidas legais cabíveis serão tomadas assim que todos os envolvidos forem devidamente identificados, preservando a integridade do clube, de seus colaboradores e de sua história. O Paulista Futebol Clube segue focado em seus objetivos dentro de campo e na construção de um ambiente de união, respeito e responsabilidade."

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