ARTIGO

Dia das Mães são todos os dias!

10/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min

Foto: reprodução Freepick

Mulheres são essenciais, da geração das nossas vidas à educação que forma nosso caráter.

É para todas elas que soltamos nossos primeiros choros e lágrimas.

E junto a elas, construímos nossas vidas e histórias.

Desde a nossa modesta casa em Artemis, com apenas dois quartos, convivi com minha mãe, também Maria e as irmãs Giuliana e Rita (eu sou o caçula dos Oliveira). E ouvia as histórias que elas contavam para embalar o meu sono, me fazer rir ou, de vez em quando, me passavam um sabão antes de dormir (especialmente quando eu usava escondido a moto de meu pai, Toninho).

Minha mãe, meu pai, minha esposa, Elaine, e eu, hoje todos moramos ainda em Artemis. Continuamos nessa terra amada.

Minhas irmãs estão residindo em outros cantos da cidade, mas não há domingo que passe sem que almocemos com a mãe, o pai, as irmãs, os cunhados, os filhos, Elaine e eu lá pelas bandas por onde o Rio Piracicaba passa pertinho das nossas casas, de ontem e hoje.

Local eu aprendi a nadar, fazer amigos e contar histórias. E olha, sou bom contador de histórias até hoje!!!! Aprendi a ser muito paciente, como elas todas me ensinaram.

Nas noites, frias ou quentes da minha infância e juventude, era convocado invariavelmente por minha mãe, que trabalhou por mais de 25 anos no Posto de Saúde de Artemis, para ajudá-la com as pessoas com algum problema de saúde em pequenas tarefas como ajudar em uma injeção, medir a pressão, levar remédios, orientar ou levar uma palavra de apoio.

Sobre minhas irmãs, fomos nos desenvolvendo nas nossas vidas pessoais, religiosas, amorosas, familiares. Mas elas não ficavam comigo e com meu pai, madrugadas adentro, vendo corridas de Formula 1 na TV. E quando eu não conseguia ver, meu pai gravava, para eu ver noutros horários. Até hoje temos uma coleção de fitas VHS com as três corridas que cabiam em cada uma delas. Guardo isso com muito amor e carinho!

Com Elaine, nossas conversas sempre enveredam pelo campo jurídico, onde ela se formou, se especializou e atual até hoje trabalhando no Fórum de Piracicaba ou, em home-office, quando as tarefas assim a permitem.

Mesmo com compromissos quase que diários em São Paulo, na Assembleia Legislativa, sempre volto para casa à noite. E ela, paciente, me serve um lanche, ou uma refeição noturna, e me concede a última tarefa do dia: “Hoje a louça é por sua conta!” Pedido que atendo prestimosamente.

Esse domingo é um dia especial, dedicado a todas as mães do mundo, do Brasil e de nossa Piracicaba. Mas se eu tivesse o poder de dizer algo a todas elas eu diria que “todos os dias são das mães”, porque sem elas, não existiram descendências, não teríamos aprendido a amar, a orar, a festejar ou nos solidarizarmos em dias difíceis.

Nessa ocasião, transmito as mães de Artemis, piracicabanas, paulistas, brasileiras e do mundo todo o meu carinho. Em especial às funcionárias dos meus gabinetes em Piracicaba e São Paulo, às parceiras e militantes políticas que me acompanham e às mães religiosas com quem convivo. Glória a Deus por todas elas, todos os dias, sempre!!!

Empresto, por fim, versos do poeta Anderson Cavalcante, “Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio. Adivinhar sentimentos. Sua existência é, em si, um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar.”

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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