A Aceg (Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá) divulgou um comunicado oficial em defesa do respeito e da pluralidade de opiniões após as eleições.
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Publicada nas redes sociais, a nota foi divulgada após a circulação, em grupos de WhatsApp, de uma mensagem atribuída a uma empresária e diretora da entidade que defendia a demissão de trabalhadores petistas.
No posicionamento, a associação condenou manifestações que incentivem a intolerância, a discriminação e a divisão de pessoas por suas escolhas políticas. A entidade também ressaltou que opiniões individuais não representam, necessariamente, a posição institucional.
“A Aceg não compactua com manifestações que incentivem a intolerância, a discriminação ou a divisão entre pessoas em razão de suas escolhas políticas”, afirma o comunicado.
A associação destacou que divergências ideológicas não devem justificar perseguições, retaliações ou tratamento desigual nas relações de trabalho, independentemente da posição política de empregados e empregadores.
A entidade também reafirmou seu caráter apartidário e independente e defendeu que o ambiente empresarial seja pautado pela ética, pelo respeito e pela valorização das pessoas.
“Essa posição vale para todos, independentemente do lado político, pois o respeito e a tolerância devem prevalecer sobre qualquer divergência ideológica”, diz outro trecho da nota.
A manifestação da Aceg ocorre em meio à repercussão do movimento “Demita um petista”, que ganhou força nas redes sociais após o resultado da eleição presidencial de 2026, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno realizado no domingo (25).
Publicações que defendem a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas e o boicote a empresas associadas a determinados posicionamentos ideológicos também circularam em cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte.
Entre os municípios com repercussão do movimento estão São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Caraguatatuba e Ubatuba.
Em São José dos Campos, declarações de empresários favoráveis à dispensa de funcionários de esquerda provocaram críticas e mobilizaram discussões sobre possíveis casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
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A legislação brasileira protege a liberdade de consciência e de convicção política. A Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias que prejudiquem o acesso ou a manutenção da relação de trabalho.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) considera que o assédio eleitoral pode ocorrer também após a votação, quando trabalhadores são ameaçados, pressionados ou sofrem retaliações por suas preferências políticas.
Uma eventual dispensa motivada por discriminação pode ser questionada na Justiça do Trabalho. As consequências dependem das circunstâncias e das provas de cada caso.
Trabalhadores que enfrentarem ameaças ou perseguições podem reunir mensagens, gravações, capturas de tela e informações sobre testemunhas para apresentar denúncia ao MPT.
Ao final do comunicado, a Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá reafirmou o compromisso com o fortalecimento do comércio e o desenvolvimento do município.
A entidade afirmou que continuará trabalhando para promover o diálogo, a união e o respeito às diferenças, independentemente das posições políticas individuais.
A manifestação reforça o debate sobre os limites entre a liberdade de opinião e práticas discriminatórias nas relações profissionais, em um momento de repercussão de campanhas que defendem punições econômicas e trabalhistas motivadas por divergências políticas.