O homem apontado como responsável pelo assassinato da estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, foi transferido para um hospital penitenciário. A informação foi divulgada pela irmã da vítima, Laura Berthoud, em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (21).
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Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, está preso preventivamente e era mantido sob cuidados médicos desde que foi encontrado ferido após o crime.
“Hoje o assassino da minha irmã foi transferido para um hospital penitenciário”, afirmou Laura. Segundo ela, a mudança representa um passo na busca por justiça, mas a família ainda aguarda o avanço da investigação e do processo até a realização do júri.
Procurada pela reportagem, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou que Carlos Eduardo foi incluído, na última segunda-feira (21), na Divisão de Ações de Segurança Hospitalar, antigo Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário de São Paulo.
Lívia foi morta a tiros na manhã de 10 de agosto, no bairro Jardim Campo Alegre, em Pindamonhangaba. Imagens de uma câmera de segurança registraram parte da ação e mostram a estudante correndo pela rua enquanto tentava escapar do ex-namorado.
No vídeo, Lívia se aproxima de um carro que passava pelo local e pede ajuda, mas o veículo não para. Na sequência, ela é alcançada e atingida pelas costas. O suspeito fugiu a pé após os disparos e foi localizado posteriormente pela Polícia Militar.
Antes do assassinato, Lívia havia procurado a polícia e registrado uma ocorrência de violência doméstica contra Carlos Eduardo. A Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência que determinava que o investigado mantivesse distância mínima de 100 metros da estudante.
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, familiares relataram que o homem não aceitava o fim do relacionamento e já teria feito ameaças contra a jovem.
A medida protetiva foi comunicada à família poucos dias antes do crime. Na segunda-feira (10), porém, Lívia saiu de casa para ir à academia e foi abordada pelo ex-namorado nas proximidades da residência.
Depois do assassinato, Carlos Eduardo foi localizado em um apartamento no bairro Bela Vista. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava ferido e coberto de sangue e teria efetuado um disparo contra si próprio depois de retornar ao imóvel.
O homem foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba e permaneceu hospitalizado, sem condições clínicas de prestar depoimento. No apartamento, os policiais encontraram um revólver Taurus calibre .38, com quatro munições deflagradas no tambor. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça de São Paulo na terça-feira (11). Como ainda estava hospitalizado, Carlos Eduardo não participou presencialmente da audiência de custódia.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. O investigado deverá prestar depoimento quando estiver em condições clínicas para participar dos atos processuais.
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No vídeo publicado nas redes sociais, Laura agradeceu às pessoas que acompanham o caso e afirmou que a família continuará mobilizada até o julgamento.
“Seguimos na luta por justiça e por respostas. Essa história não pode ser esquecida”, escreveu a irmã de Lívia na publicação.
Laura também disse que a família ainda precisará do apoio das pessoas durante o andamento do processo. “A luta continua”, afirmou.