07 de março de 2026
DIA DA MULHER

Conheça as mulheres que mudaram a história de Piracicaba

Por Gabriele JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
INSTITUTO HISTÓRICO DE PETRÓPOLIS
Ao longo da história de Piracicaba, diversas mulheres tiveram papel fundamental na construção social, educacional e política da cidade.

Mulheres que fizeram história em Piracicaba e seguem inspirando gerações

Ao longo da história de Piracicaba, diversas mulheres tiveram papel fundamental na construção social, educacional e política da cidade. Em diferentes épocas e áreas de atuação, elas desafiaram padrões, abriram caminhos e deixaram um legado que ainda hoje inspira novas gerações. Conheça algumas dessas trajetórias marcantes.

Martha Hite Watts – a “semeadora da educação”

Uma das figuras mais importantes da história da educação em Piracicaba é Martha Hite Watts. Nascida nos Estados Unidos em 1845, ela chegou ao Brasil como missionária metodista e fundou na cidade o Colégio Piracicabano, considerado a primeira escola metodista do país.

Seu trabalho educacional teve grande impacto na formação de estudantes e no desenvolvimento do ensino na região. Por sua dedicação à educação, ficou conhecida como a “semeadora da educação”. Seu legado continua presente na cidade, inclusive com o Centro Cultural Martha Watts, que leva seu nome e preserva parte dessa história.

Fonte: Instituto histórico de Petrópolis



Olívia Bianco – dedicação à educação e inclusão social

Outra educadora que marcou a história de Piracicaba foi Olívia Bianco, nascida em 1883. Após concluir seus estudos na Escola Complementar da cidade, tornou-se professora ainda muito jovem, integrando uma das primeiras turmas de educadores formados no município.

Apaixonada pelo ensino, buscou aperfeiçoamento no Brasil e também na Europa, onde estudou línguas estrangeiras como inglês, francês e alemão. Também se formou em enfermagem pela Cruz Vermelha de Piracicaba.

Além de sua atuação como professora e diretora escolar, Olívia teve um papel importante na inclusão social. Ela fundou uma escola noturna para mulheres operárias e preparou gratuitamente jovens de baixa renda para ingressarem no ensino público.

Fonte: Academia Piracicabana de Letras

Zayra Bottene – pioneira da aviação em Piracicaba

A história de pioneirismo feminino em Piracicaba também chegou aos céus. Zayra Bottene entrou para a história ao se tornar a primeira mulher piracicabana a obter o brevê de piloto, em 1941. Na época, ela também se tornou a terceira mulher do Brasil a conquistar a licença para pilotar aviões.

Filha do empreendedor João Bottene, um dos idealizadores do Aero Clube de Piracicaba, Zayra cresceu em meio ao ambiente da aviação. Antes mesmo de conquistar oficialmente o brevê, já pilotava o avião da família, conhecido como “Borboleta Azul”.

Sua conquista representou um marco em um período em que a presença feminina na aviação ainda era extremamente rara.

Fonte: Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba

Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz – fundamental para a criação da Esalq

Pouca gente sabe, mas a criação de uma das instituições mais importantes de Piracicaba também contou com a determinação de uma mulher. Após a morte do fazendeiro Luiz Vicente de Souza Queiroz, foi sua esposa, Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz, quem deu continuidade ao projeto de criar uma escola de agronomia na cidade.

Graças à sua persistência, em 1901 foi inaugurada a instituição que mais tarde se tornaria a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), hoje um dos principais centros de ensino e pesquisa em agronomia do país.

Mesmo com sua contribuição fundamental, o papel de Ermelinda muitas vezes foi pouco lembrado na história da instituição.

Fonte: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP)

Maria Benedita Penezzi – pioneirismo feminino na política

Na política piracicabana, um dos nomes mais marcantes é o de Maria Benedita Penezzi, conhecida como Ditinha Penezzi. Nascida em 1917, ela entrou para a história ao se tornar a primeira mulher eleita vereadora pelo voto popular direto em Piracicaba, em 1955.

Mulher negra e de origem humilde, enfrentou preconceitos e desafios para atuar na vida pública. Foi reeleita para vários mandatos consecutivos e destacou-se pela defesa de causas sociais e pela atuação em favor da população mais vulnerável.

Mesmo após os 50 anos, decidiu cursar Direito e se formou advogada, dedicando-se principalmente à defesa de pessoas sem recursos.

Seu legado é lembrado na cidade com a Praça Maria Benedita Penezzi, além do tombamento da casa onde viveu, que hoje faz parte do patrimônio histórico do município.

Fonte: Câmara Municipal de Piracicaba