A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), entregou nesta quinta-feira (20) a pauta de reivindicações da campanha salarial dos professores da rede estadual na Secretaria Estadual de Educação. Depois da entrega do documento, a entidade deu início a mobilização da categoria para a greve contra as medidas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a educação. A greve será decidida em assembleia, que está marcada para acontecer nesta sexta-feira (21), na Praça da República, em São Paulo.
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De acordo com a deputada estadual e segunda presidente da Apeoesp, Professora Bebel, o calendário obedece as deliberações da primeira Plenária Intercongressual Raquel Guisoni da Apeoesp. No evento, foi estabelecido que, caso a Seduc não abra negociações para as reivindicações dos professores, a indicação é a de que seja deliberada greve por tempo indeterminado na assembleia desta sexta. Ainda segundo Bebel, até o próximo dia 26 de março, as 94 subsedes da Apeoesp também farão a entrega da pauta de reivindicações em todas as Diretorias de Ensino. O movimento deve ser marcado por atos e manifestações. Também foi estabelecido que, de 17 a 20 de março, devem ser intensificadas visitas às escolas para debater a proposta de greve, tendo em vista a postura que a Secretaria Estadual da Educação vier a adotar frente às reivindicações.
A Apeoesp reivindica a aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial profissional nacional no salário base, para todos os professores, da ativa e aposentados, com repercussão em toda a carreira. A entidade também reivindica a negociação de um plano de reposição do poder de compra dos nossos salários. “Também estamos reivindicando atribuição de aula a todos os professores, contratação dos professores auxiliares e a não terceirização, assim como a climatização de todas as salas de aulas”, enfatiza Bebel.
Além disso, a Apeoesp pede verbas para que as escolas adquiram lousas portáteis para realizar aulas ao ar livre durante períodos de altas temperaturas. O equipamento também será utilizado para a promoção de estudos e debates sobre os efeitos da emergência climática, que também tem assolado o Estado de São Paulo. “Para dar nossa contribuição, vamos plantar 10 mil árvores até o final de 2025. Além disso, a Apeoesp também promoverá uma campanha de plantio de árvores nas escolas estaduais, nas Subsedes e em outras áreas nas regiões onde atua, com o objetivo de plantar 10 mil árvores até o final de 2025”, completa Bebel.