Aviação

Com queda em lucro e menos entregas em 2022, Embraer projeta recuperação a partir de 2023

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 1 min
Testes. Aeronave da Embraer completou dois dias de testes em solo no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale (EUA)
Testes. Aeronave da Embraer completou dois dias de testes em solo no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale (EUA)

O voo continua turbulento para a Embraer, a terceira maior fabricante de aviões do mundo e líder no segmento de 150 assentos.

A Embraer entregou 32 jatos no segundo trimestre de 2022, sendo 11 comerciais e 21 executivos. No acumulado do primeiro semestre, a empresa entregou 46 aeronaves – 17 comerciais e 29 executivas.

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Com a crise na aviação mundial provocada pela pandemia do coronavírus, a Embraer ainda não conseguiu retomar o patamar de entregas anterior ao surto global, quando chegou a entregar 96 aeronaves apenas no segundo trimestre de 2016.

Os 32 aviões entregues neste ano, de abril a junho, representam uma redução de 6% frente os 34 jatos entregues no mesmo período do ano passado. O acumulado do primeiro semestre caiu 18% neste ano contra 2021: 46 aviões ante 56.

Na última quinta-feira (4), a fabricante divulgou o balanço financeiro do segundo trimestre de 2022, com lucro líquido de R$ 372,6 milhões, o que representa queda de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o valor foi de R$ 438,1 milhões.

A redução foi impactada por queda na receita líquida, entregas menores na aviação comercial e queda das receitas em defesa e segurança.

No entanto, apareceu uma boa notícia no radar: encomendas de US$ 17,8 bilhões no encerramento do segundo trimestre, meio bilhão de dólares acima do primeiro trimestre.

“A perspectiva é muito boa e positiva, temos plano estratégico robusto para o próximo ano. Entendemos que a situação vai melhorar e, até 2026, a previsão é das melhores”, disse a OVALE o CEO e presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto.

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