As sete maiores economias do mundo concordaram em usar o dinheiro arrecadado com tarifas comerciais mais altas sobre a Rússia para ajudar a Ucrânia, de acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca nesta segunda-feira.
No segundo dia da cúpula do Grupo dos Sete na Alemanha, os líderes assumem novos compromissos para atingir ainda mais a economia russa e "garantir que a Rússia pague pelos custos de sua guerra", disse o comunicado.
"Os EUA implementarão uma tarifa mais alta em mais de 570 grupos de produtos russos no valor de aproximadamente US$ 2,3 bilhões para a Rússia", sublinhou.
Também observou que todos os membros se comprometerão a ajudar a Ucrânia a cobrir suas deficiências de financiamento orçamentário de curto prazo, incluindo um compromisso de US$ 7,5 bilhões do segundo suplemento dos EUA.
"Os líderes também farão um compromisso de segurança sem precedentes e de longo prazo para fornecer à Ucrânia apoio financeiro, humanitário, militar e diplomático pelo tempo que for necessário", afirmou.
O novo apoio incluirá a manutenção da "prontidão e defesa militar credível da Ucrânia, inclusive por meio do fornecimento oportuno de equipamentos de defesa modernos e sistemas de armas avançados".
Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pedirá aos líderes mundiais que tomem medidas urgentes para obter suprimentos essenciais de alimentos da Ucrânia na cúpula do G-7.
O governo planeja reparar ferrovias vitais para transportar grãos para fora do país por via férrea.
"O Reino Unido está em estreita discussão com o governo da Ucrânia sobre como maximizar sua capacidade ferroviária e manter trens e grãos em movimento", disse um comunicado oficial na segunda-feira.
Desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a primeira reunião presencial das sete principais economias do mundo começou na Alemanha no domingo, com líderes discutindo as crises de alimentos e energia causadas pela guerra.
O evento de três dias está ocorrendo no Schloss Elmau, nos Alpes da Baviera, com sua agenda considerada mais urgente do que nunca, à medida que a guerra na Ucrânia continua.