Thomaz Henrique

Felício, o alpinista político

Por Thomaz Henrique é vereador pelo Partido NOVO, em São José dos Campos |
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Precisamos falar sobre Felício, o agora ex-prefeito de São José dos Campos, que renunciou ainda no início do 2º mandato a fim de buscar seus interesses pessoais ao tentar emplacar uma carreira política no Estado de São Paulo.

Sua decisão frustrou mais de 200 mil eleitores que o elegeram para que fosse prefeito durante quatro anos e prejudicou toda a cidade. A atitude foi tão particular queprejudicou até mesmo os seus aliados mais próximos.

Sua irresponsabilidade administrativa neste 2º mandato, reflexo de seu apetite por utilizar da máquina pública para promover sua imagem, acabou por prejudicar o seu vice, o agora prefeito Anderson, legando dívidas, atrasos e uma governabilidade corroída e fragmentada no Legislativo municipal.

Ainda na Câmara, prejudicou o seu líder de governo, o vereador Juvenil, em vias de perder o mandato por infidelidade partidária após seguir o ex-prefeito na troca do PSDB pelo PSD. Também prejudicou o deputado Eduardo Cury, maior defensor de seu nome para a sucessão de Carlinhos, agora isolado no ninho tucano, sem a militância de outrora. Prejudicou e desrespeitou, ainda, o próprio legado do ex-prefeito Emanuel Fernandes, o maior fiador de sua 1ª eleição, em 2016, quando um até então desconhecido Felício, sem o apoio do ex-prefeito, não teria votos sequer para vereador.

Emanuel, aliás, que surgiu para a política em 92, como oposição aos ex-prefeitos Joaquim Bevilacqua e Robson Marinho, denunciando exatamente o que foi feito por Felício: usar a cidade de trampolim, como faziam os alpinistas da velha política. Lembro que, à época, tanto Bevilacqua quanto Marinho renunciaram a seus mandatos de prefeito para buscar outras candidaturas.

Felício usou São José dos Campos, usou o seu partido, os joseenses e seus amigos e aliados políticos para atingir fins meramente pessoais. Seu descompromisso com a cidade se observa em sua irresponsabilidade na aplicação do Orçamento, típica de políticos populistas que querem gastar tudo o que podem em seus mandatos, sem se importar com as dívidas e soluções de curto-prazo (caso da Ponte Estaiada) que comprometem o futuro de uma cidade.

Felício enganou muita gente, mas nunca me enganou. Após este duro golpe no joseense, espero que possamos reconstruir o legado de uma cidade feita por políticos comprometidos verdadeiramente com o seu futuro.

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