A Prefeitura de São José dos Campos assinou contrato com a empresa Energizou para a compra de energia verde em ACL (Ambiente de Contratação Livre). O custo será de R$ 17,422 milhões em um período de cinco anos.
O valor do contrato será 39,7% a mais do que o previsto inicialmente. Na primeira versão do edital, publicada em março de 2021, a Prefeitura aceitava pagar até R$ 12,471 milhões pelo contrato que previa o fornecimento de 60,284 mil MWh (Megawatt-hora) em 60 meses – ou seja, o valor máximo era de R$ 207,33 por MWh. Para a Energizou, a Prefeitura irá pagar R$ 289 por MWh.
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Na campanha de 2020, na qual foi reeleito, o então prefeito Felicio Ramuth (PSD) prometeu construir uma usina solar para gerar energia sustentável para os prédios públicos. Posteriormente, houve o entendimento de que apenas essa medida não seria suficiente para suprir a demanda dos espaços municipais, e por isso foi anunciada a aquisição de energia verde em ACL.
Com a aquisição de energia verde, a Prefeitura espera abastecer 30 prédios públicos, entre eles Paço Municipal, Hospital Municipal, Parque Tecnológico, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Hospital Clínicas Sul, Casas do Idoso, Centro da Juventude e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Putim, Alto da Ponte e Campo dos Alemães.
A proposta inicial, que era a implantação de usinas de painéis solares fotovoltaicas, vai custar R$ 53,35 milhões durante os 26 anos de concessão. O contrato com a empresa Cápua foi assinado em outubro de 2021. Isso deve ser suficiente para fornecer energia para o funcionamento da Linha Verde e abastecer prédios municipais, como escolas e unidades de saúde.
Além disso, a Urbam (Urbanizadora Municipal), que é controlada pela Prefeitura, vai gastar R$ 11 milhões na compra de uma unidade que será capaz de gerar energia limpa a partir do biogás captado no aterro sanitário. Isso deve suprir 30% da demanda por energia nas repartições municipais.