A taxa de reprodução do novo coronavírus (Rt) no Vale do Paraíba pode chegar a 1,32 no próximo domingo, segundo projeção da plataforma SP Covid-19 Info Tracker, mantida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da USP (Universidade de São Paulo).
Nesta quarta-feira (8), a taxa estava em 1,26 e vinha se mantendo neste patamar desde a semana passada.
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De acordo com o Info Tracker, valores de Rt que estão acima de 1 representam um aumento na disseminação do vírus, enquanto valores que estão abaixo representam uma redução do contágio.
O indicador da região voltou a ser classificado de “provável aumento no número de infectados”, o que pode representar o retorno do crescimento da pandemia na região.
O índice subiu de 1,18 na semana passada para 1,26 na última quinta-feira (2), após registrar 0,65 em 13 de abril. Antes disso, o indicador já havia ficado em 0,39 em março do ano passado e pico de 1,88 no começo de fevereiro deste ano, em plena terceira onda de contaminação.
Para piorar o quadro de preocupação, a região conta atualmente com 7.651 casos ativos de Covid-19, de acordo com levantamento do Info Tracker. Trata-se de pessoas testadas e positivadas para a doença neste momento, podendo transmitir o vírus.
Com 1,26 de Rt, a região do Vale tem a 17ª maior taxa de reprodução do coronavírus de todo o estado de São Paulo, entre 22 regiões. Quem lidera o ranking são as regiões de Araçatuba (1,71), Araraquara (1,67) e Bauru (1,66). A média do estado é de 1,48, também indicando aumento da doença.
No Vale, o índice caiu a 0,69 e depois subiu para 0,79 no final de agosto de 2021, chegando a 0,88 no começo de setembro e caindo novamente para 0,73 em outubro.
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A partir do final de novembro, com a chegada da variante Ômicron ao Brasil, o índice subiu a 0,96, depois para 0,98, 1,03, 1,15 e 1,86, para cair a 0,92 e 0,78. Agora voltou a subir e chegou a 1,26, podendo alcançar 1,31 no próximo domingo.
“Quando comparamos o cenário quando não tínhamos a população vacinada e agora, com mais da metade da população com o esquema vacinal completo, é um grande alívio e uma ponta de esperança para ao menos controlarmos e não deixarmos explodir os índices epidemiológicos no país”, disse Wallace Casaca, professor da Unesp, pesquisador da USP e um dos coordenadores da plataforma Info Tracker.
“Por outro lado, embora tenhamos a população vacinada, não devemos abandonar as medidas básicas de forma completa, como alguns países fizeram e tiveram que retroceder. Medidas como a utilização de máscaras, por exemplo”, completou.